swereparanoid.jpgAntes de se degradar em frente às câmaras da MTV – algumas vezes com piada, reconheço – Ozzy fez parte de um dos monstros sagrados do metal: Black Sabbath.

A formação inicial dos Sabbath era composta por Ozzy Osbourne (voz), Tony Iommi (guitarra), Terence “Geezer” Butler (baixo) e Bill Ward (baterias). Apesar do sucesso, esta não foi esta a única formação oficial do grupo. Osbourne, por abusos com as drogas alucinogénias e Butler deixaram a banda tal como o próprio Ward que protagonizou várias entradas e saídas.

Polémicas e instabilidade à parte, o grupo tem em “Paranoid” (1970), o seu segundo álbum, um dos seus melhores. É o meu favorito. A guitarra de Iommi aparece em estado invejável, como a própria voz de Osbourne encontra nas letras de Butler e Ward uma companheira fantástica.

O título original do álbum era “War Pigs” em jeito de protesto contra a guerra no Iraque. Apesar da editora ter conseguido convencido a banda a alterar o título do álbum, não viu o mesmo acontecer com a faixa correspondente. Aliás, o tema “War Pigs” abre o álbum e dá o mote para o que aí vem: uma das primeiras incursões do rock no Mundo do oculto e do negro.

O tema “Iron Man” é considerado com um dos grandes hinos do metal, assim como os prórpios Sabbath foram consideradas a segunda melhor banda de metal de sempre, atrás dos Led Zeppelin, em sondagem VH1.

“Paranoid” é um excelente álbum, repleto de tudo aquilo que um bom disco deve ter: boas canções e letras brilhantes. Um álbum “castrante” para os mais castos, perfeito para os mais diabólicos.

“Now the time is here
for Iron Man to spread fear
Vengeance from the grave
Kills the people he once saved”

A mensagem de Pessoa

Março 28, 2007

Não sou um grande adepto de poesia, mas quando ela é boa deve ser lida e entendida. Uma das minhas obras poéticas facoritas é “A Mensagem” de Fernando Pessoa, um dos mais brilhantes pensadores do seu tempo e da história de Portugal.

Desse autêntico hino da literatura mundial, há algumas estrofes que me dizem muito. Aqui estão algumas delas:
 
D. Afonso Henriques
“Pai, foste cavaleiro,
Hoje a vigília é nossa.
Dá-nos o exemplo inteiro
E a tua inteira força”

“Dá contra a hora em que, errada,
Novos infiéis vençam,
A bênção como espada,
A espada como bênção!”

D. Fernando, Infante de Portugal
“Deu-me Deus o seu gládio, porque eu faça
A sua santa guerra
Sagrou-me seu em honra e em desgraça
Às horas em que um frio vento passa
Por sobre a fria terra”

“Pôs-me as mãos sobre os ombros e doirou-me
A fronte com o olhar;
E esta febre de Além, que me consome,
E este querer grandeza são seu nome
Dentro em mim a vibrar.”

“E eu vou, a luz do meu gládio erguido dá
Em minha face calma.
Cheio de Deus, não temo o que virá,
Pois venha o que vier, nunca será
Maior do que a minha alma.”

O Infante
“Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
Deus quis que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, já não separasse.
Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,”

“E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do Mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda do azul profundo.”

“Quem te sagrou criou-te portugês.
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!”

O Mostrengo
“O mostrengo que está no fim do mar
Na noite de breu ergueu-se a voar;
À roda da nau voou três vezes,
Voou três vezes a chiar,
E disse: «Quem é que ousou entrar
Nas minhas cavernas que não desvendo,
Meus tectos negros do fim do Mundo?»
E o homem do leme disse, tremendo:
«El-Rei D. João Segundo!»”

“ «De quem são as velas onde me roço?
De quem as quilhas que vejo e ouço?»
Disse o mostrengo e rodou três vezes,
Três vezes rodou imundo e grosso.
«Quem vem poder o que só eu posso,
Que moro onde nunca ninguém me visse
E escorro os medos do mar sem fundo?»
E o homem do leme tremeu, e disse:
«El-Rei D. João Segundo!»”

“Três vezes do leme as mãos ergueu,
Três vezes ao leme as repreendeu,
E disse no fim de tremer três vezes:
«Aqui ao leme sou mais do que eu:
Sou um Povo que quer o mar que é teu;
E mais que o mostrengo, que me a alma teme
E roda nas trevas do fim do Mundo,
Manda a vontade, que me ata ao leme,
De El-Rei D. João Segundo!»”

Mar Português
“Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!”

“Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.”

Muitos mais versos poderiam estar aqui. Mas estes dão uma ideia daquilo que é “A Mensagem”.

Pena que se vote em fascistas e se esqueça dos artistas. Pena.

Com toda a certeza que a 25 de Abril de 74 nunca ninguém pensou que, algum dia, e muito menos 33 anos depois, Oliveira Salazar ganhasse uma eleição democrática e livre – já isso seria muito duvidoso – e, mais do que isso, que essa fosse uma eleição para… melhor português de sempre.

É verdade, a partir de ontem é oficial: António Oliveira Salazar é o melhor português de sempre, vencendo com 46 porcento dos votos! Ah, e em segundo ficou Álvaro Cunhal. E depois ainda dizem que Portugal é um país que não faz sentido!

Agora, um pouco mais a sério, o programa era estúpido. O seu conceito ainda mais o era. Procurar o “Melhor Português de Sempre” é absolutamente ridículo. Como comparar Pessoa e Afonso Henriques? D. João II e Aristides? Camões e o Marquês? Salazar e o Infante?

Todos eles têm o seu nome e importância na história do nosso país. Sem Afonso Henriques, poderia nem haver Portugal. Sem D. João II, no Brasil falar-se-ia espanhol. Sem o Infante, nunca teríamos chegado à Índia. Sem Salazar teríamos caído na bancarrota no tempo da I República.

Exactamente, por isso mesmo, é estúpido sequer pensar no exercício de melhor português de sempre. Todos viveram épocas diferentes, momentos históricos e realidades sócio-político-económicas específicas.

Mas, mesmo que se quisesse levar a tarefa avante, com certeza que, e olhando para a nossa história, os vencedores não poderia ser pré-séc XVI. Depois disso, foi o marasmo com algumas raras e honrosas excepções, das quais Pessoa e o Marquês fazem parte. A escolha, se feita com pressupostos no serviço da nação e do papel na história, teria de recair ou sobre o fundador da nação, Afonso Henriques, ou sobre um (o?) maior Rei de sempre, D. João II, o responsável pela aventura oceânica, o Infante D. Henrique ou Camões, a mistura da bravura e selvajaria com o brilhantismo e o génio tão característico dos portugueses.

Nunca, a meu ver, figuras do período mais negro e obscuro da nossa história enquanto nação – séc. XX – poderiam ser seriamente contempladas. Salazar era um mesquinho, um estudioso dos números, sem ambição nem grande arrojo. Preferiu manter-se sozinho e isolado do que ser audaz e criativo. Cunhal, esse, se tivesse levado a sua avante tinha-nos transformado num enclave da URSS na Europa Ocidental. Se a ideia era promover um resistente anti-fascista, porque não o General Humberto Delgado – talvez porque morreu há mais tempo. E quem o mandou assassinar? Pois, esse, o “maior”. Aristides salvou milhares de judeus, e por isso merece a nomeação.

É engraçado como um país com mais de oito séculos de história nomeie como seu mais ilustre representante um desgraçado que oprimiu o país, perdeu o contacto com a realidade e morreu ao cair da cadeira? Mais do que isso, como eleger em segundo lugar o seu “inimigo” de referência? Um totalitário que também não acreditava na democracia e queria instituir uma outra ditadura em Portugal, mas essa de esquerda. Qual a melhor…?

Em 2005, Paulo Portas ao despedir-se – mas não de vez – do CDS/PP disse que não queria viver num país em que estalinistas, maoistas e trotskistas tivessem mais votos do que democratas-cristãos. A mim, apetece-me dizer que não quer viver num país que, com uma história tão rica e gloriosa – o que tantos países não davam para ter o nosso passado – escolhe dois totalitários, um pela direita ou pela direita, como as suas maiores figuras de sempre! Mas, depois lembro-me que o concurso era estúpido, abusrdo, populista e brejeiro e fico mais descansado. Afinal, vou-me deixar ficar por cá e chamar por el-Rei, D. Afonso Henriques e esperar que a demência colectiva em que nos encontramos passe rapidamente. Muito rápido mesmo!

220px-jim_morrison_photo.jpgTermina hoje a semana “Doors” na Antena 3. Durante os últimos dias  a estação celebrou o quadragésimo aniversário do lançamento do primeiro álbum do quarteto. Foi em 1967 que Morrison, Manzarek, Densmore e Krieger revolucionaram a cena musical americana.

Não sendo, talvez, uma banda tão grande em Portugal quanto é nos EUA - facto que é perfeitamente explicável por questões políticas e sociais -  os “Doors” são uma das minhas duas bandas americanas favoritas – a outra são os Metallica. Foi dos primeiros grupos a aliar poesia pura e música, aparecendo como pioneiros da cena psicadélica nas Terras do Tio Sam. O seu líder foi Jim Morrison e, em homengem ao livro de Aldous Huxley, “As portas da percepção” (The doors of perception), chamou o grupo de “The Doors”. Aquilo que ele queria era que as pessoas abrissem as portas da sua mente.

Numa altura em que os Beatles ainda andavam com “She loves me” e os Pink Floyd ainda eram “The Pink Floyd Sound” foram os Doors quem iniciou a transição para o rock progressivo. Morrison não era um letrista. Era um genuíno poeta que se queria rebelar contra o sistema repressivo e conservador dos EUA e usava a música como veículo. Ficou célebre o concerto em Miami, no qual desafiou a audiência ser “livre”, verdadeiramente livre. Quase tão célebre como quando cantou que queria matar o pai e dormir com a mãe…

Muitos confundem a história do grupo com a do seu líder. O facto é que Morrison era a alma da banda. O seu coração. Escrevia boa parte das letras e as pessoas que compravam os álbuns e iam aos concertos queriam vê-lo a ele. Os outros eram a banda dele. De certa forma, ele transcendeu o grupo. Sem ele, os outros ficaram sem alternativa a não ser lançar, continuamente, “best of’s” e álbuns remisturados ou lançar singles nunca antes editados. Isto para não falar da viajarem pelo Mundo, debaixo do nome “Doors 2000” ou “Riders on the Storm”. Ninguém acreditou. Porquê? Porque já não havia alma. Já não havia coração. Já não havia Morrison. Já não eram os Doors. Eram três tipos mais um a tocar qualquer coisa parecido a “Doors”. Não havia Jim.

Que Jim Morrison se auto-destruiu, é um dado consumado. Ninguém o nega. Assim como ninguém negará o impacto que a sua obra teve, tem e terá na música. Ele foi o primeiro verdadeiro “rock star” e seguiu a máxima “live hard, die young”, sugerida por John Derek no filme “Knock on any door”.

Para um grupo que produziu apenas durante 4 anos – 1967 a 1971 – a obra desse tempo não deixa de impressionar: 6 álbuns de originais, mais um duplo concerto ao vivo e, ainda, um outro álbum lançado após a morte de Morrison, chamado “American Prayer”, em que os restantes três elementos juntaram acompanhamento musical a uma gravação de Jim a recitar uma série de poemas dias antes de partir para Paris, onde morreria em Julho de 1971.

O legado de Morrison irá perdurar no tempo. Muito depois dos seus três companheiros morrerem e já não houver “box sets” para editar. Morrison marcou um momento da história da música popular e faz parte da nossa cultura. O seu nome é associado a todo um modo de ser e de encarar a vida. O dito carpe diem. Morrison viveu e morreu como quis.

Podemos concordar, ou não, com as suas posições, mas não podemos deixar de reconhecer que foi alguém que nunca deixou de viver de acordo com os seus princípios. E isso é inegável e, até, bonito. Um ícone, portanto.

Ainda não foi desta

Março 23, 2007

200px-mulholland.pngVi-o quando saiu. Vi-o há dois anos atrás. Vi-o há dois dias atrás. E não, ainda não o percebo.

Falo, obviamente, de “Mulholland Drive”, filme de David Lynch do qual a maior parte das pessoas apenas se lembra da escaldante e extremamente erótica cena entre Naomi Watts e Laura Elena Harring. De resto, quase ninguém percebe do que o filme trata.

E, neste capítulo, nem os tão apregoados críticos de cinema nos podem ajudar. Cada um com a sua opinião, apenas convergindo num aspecto: o filme é bom, mesmo se não o entendermos.

É claro que percebo algumas coisas, como o facto de “Rita” ser na verdade “Camila”, amante de “Diane” que depois se apresenta como “Betty” mas que, antes de tudo isso, decide contratar alguém para matar a mulher pela qual estava apaixonada pelo simples facto de ela se ir casar com um realizador de cinema, Adam. Só que, algumas coisas correm mal e Camila consegue fugir. Mas não escapa a uma amnésia. Reencontra Diane, mas não a reconhece. Esta diz-lhe que se chama Betty e leva-a a confiar nela.

Mas a essência do filme continua a ser algo que eu não domino. Será que tudo, ou pelo menos os primeiros dois terços do filme, não passa de um sonho de Diane/Betty? Ainda não posso dizer convictamente que domino o filme, como domino o “Braveheart” – “They may take our lives, but they’ll never take our freedom!

Vou esperar mais alguns anos e vou voltar a ver. Talvez depois consiga compreender todo esse universo. Aliás, também não é a primeira vez que não percebo uma obra de Lynch à primeira. “Twin Peaks” também foi um mistério durante alguns anos. Mas, visto à luz dos meus 17, 18 anos finalmente consegui descobrir quem matou Laura Palmer. Vocês já?

A banda do futuro

Março 19, 2007

Os The Codice estão aqui. Pronto, já fiz a minha parte.

A ler e a ouvir

Março 19, 2007

Faço duas sugestões neste post. A primeira, é que visitem o novo portal da Biblioteca Nacional, prinipalmente a sua secção digital em que podemos consultar documentos perfeitamente imperdíveis, como um Altlas do século XVI, ou as obras de Alberto Caeiro, Almeida Garrett e Eça de Queirós. Muito bem construído, e de fácil navegação, é um site a visitar.

A minha outra sugestão vai para o ouvido. A Antena 3 difunde esta semana entre as 22h00 e as 23h00 um especial “The Doors”, com entrevistas aos membros da banda e uma retrospectiva histórica do passado de uma das maiores bandas rock do Mundo. Toda a semana no “Coyote”, com Pedro Costa. Para fãs ou simples curiosos, a ouvir com atenção.

Quem me ajuda?

Março 16, 2007

03mar14_pic04.jpg


É verdade! Metallica voltam a Portugal! Dia 28 de Junho a maior banda de rock do Mundo vem tocar ao “Super Bock Super Rock” e eu queria ver. Mas há um problema. Não, não é o facto de o concerto calhar em plena época de exames - isso é o mínimo. O problema é que o bilhete custa 40€!! Se a isto somarmos o custo da deslocação a Lisboa, temos para 100 ou mais euritos…Por isso pergunto: Alguém me quer ajudar?

De cabeça erguida

Março 15, 2007

logopage.gif

É verdade. O Braga caiu na Taça UEFA, mas fê-lo de forma briosa. Perdeu contra um adversário mais forte, mas não foi humilhado. Longe disso. Os homens de Braga chegaram a silenciar White Hart Lane.

Desta vez não deu. Para o ano estamos lá outra vez. Com estádio cheio ou não, o Braga, mais europeu e mais experiente, vai voltar à UEFA. Para já, resta agradecer o empenho e os 15 golos marcados em 10 jogos. Para o ano há mais e, quem sabe, melhor.

jfk.gif

Nascido a 29 de Maio de 1917 no estado do Massachusetts – EUA – e descendente de irlandeses, John F. Kennedy viria a tornar-se num autêntica lenda da política americana e mundial.

Depois de servir o exército americano em Guadalcanal durante a II Guerra Mundial, entrou para o Partido Democrata e, em 1946 foi eleito para servir o Estado e o partido como deputado federal. Em 1952 entra para o Senado, casando-se pouco depois com Jacqueline Bouvier. São desse tempo duas operações de correcção à coluna vertebral que quase o mataram. Kennedy recebeu por duas vezes a extrema-unção.

Em 1960 anuncia a sua candidatura à Casa Branca. Nas eleições mais renhidas da história, ganha lugar ao até então vice-presidente, Richard M. Nixon, e torna-se no trigésimo quinto presidente, com mais 70 000 votos correspondentes a 50.00000001 por cento dos votos.

O início da presidência de Kennedy é algo atribulado, principalmente nas questões de política externa. A, falhada, invasão de Cuba apoiada pela CIA é um rude golpe mas o facto de assumir a responsabilidade pelo sucedido aumenta a sua popularidade. Após o seu primeiro encontro com Nikita Krushchov, este último manda construir o muro de Berlim. A crise dos mísseis de Cuba em 1962 é outro momento complicado mas que Kennedy consegue contornar, começando aí a ganhar a admiração Mundial.

Internamente as coisas sempre lhe correram melhor. A economia crescia e o país estava melhor. Excepção feita ao Sul, onde as tensões racistas continuavam a verificar-se e a incrementar.

Após Gagarine ter completado uma órbita em torno da Terra, Kennedy anuncia o desejo americano de chegar à lua. De ser um americano o primeiro homem a pisar a lua. Quando os mais cépticos lhe criticavam e duvidavam da concretização do projecto, ele respondeu: “Nós decidimos ir a Lua. Nós decidimos ir a Lua nesta década e fazer as outras coisas, não porque elas são fáceis, mas porque elas são difíceis”.

Em 1963 a recandidatura era uma certeza. A única espinha era o Texas, estado natural do vice-presidente Johnson que mesmo assim não conseguia contribuir para a vitória de Kennedy nesse estado de capital importância. Assim, Kennedy decidiu viajar até ao Texas para uma viagem de dois dias. Após visitar San Antonio, Houston e Fort Worth, chega a Dallas a 22 de Novembro. Enquanto desfilava pela cidade num automóvel descapotável é atingido com dois tiros, um no pescoço e outro na cabeça – fatal. Kennedy morreu 30 minutos depois.

O seu assassino foi Lee Harvey Oswald, um antigo marine. Nunca se percebeu por que razão o fez porque a 24 de Novembro foi assassinado por Jack Ruby, um conhecido criminoso com ligações à máfia e uma doença terminal. Exactamente pelas circunstâncias da morte, a memória de Kennedy foi mistificada e é venerada por todos, sendo relembrado com pesar por amigos e adversários.

O facto é que Kennedy marcou uma nova forma de fazer política. Depois dele nada voltou a ser como era. Se não tivesse morrido em Dallas, o que teria acontecido? Será que a Guerra-Fria teria terminado mais cedo? Viveríamos numa sociedade mais pacífica?