Bruxelas é que manda
Julho 17, 2007
Portugal é membro da União Europeia. Tendo aderido ao dito organismo de livre e espontânea vontade, parece evidente que se terá de adaptar às regras impostas pelo mesmo. Em termos mais claros, o preço que temos a pagar pelos subsídios comunitários é o respeito pelas directrizes de Bruxelas.
Ora, quem determina a política de Bruxelas é, em grande medida, a Comissão Europeia, uma espécie de ‘governo europeu’ que é financiado pelos diferentes estados-membros e, por via disso, tem a função de legislar a agir no sentido de melhorar e optimizar a vida dos cidadãos europeus.
Acontece que essa Comissão não é completamente livre e independente. Os maiores estados são, ao mesmo tempo, aqueles que mais contribuem financeiramente para a União e os que dela procuram retirar maiores benefícios.
Com efeito, aos pequenos estados como Portugal cabe, na verdade, um papel meramente presencial. Apesar de ser preciso – melhor, aconselhável – unanimidade para a tomada da maioria das decisões, os estados pequenos são facilmente convencidos a abandonar a resistência e a embarcar no comboio.
E a força de um Estado não encontra correspondência directa no seu tamanho ou densidade populacional. Mas sim na sua força política e económica – que poderá, ou não, estar relacionada com esses factores.
Sendo Portugal um pequeno membro da poderosa União – a maior economia do Mundo – o raio de acção do seu Governo é extremamente limitado. Quer o governo seja mais à esquerda, mais à direita, as políticas governamentais têm de obedecer a um critério fundamental: não irem contra a determinação europeia. Contra isso não há volta a dar.
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