Continuum, John Mayer

Setembro 29, 2007

 

Com a chegada a Manchester, chegou também um novo álbum de eleição: “Continuum” de John Mayer.

O disco não é novo, foi lançado em 2006, mas só agora lhe pude dedicar o devido tempo e a merecida atenção.

“Waiting on the World to Change” será talvez a faixa mais conhecida do álbum, mas a minha favorita é “Gravity”, o segundo single lançado pelo intérprete e compositor americano.

Uma melodiosa mistura entre o pop, o blues e o R & B e que garantiu a Mayer dois Grammy’s, entre os quais melhor álbum vocal pop.

bbc.jpgEstalou a bomba na BBC, a emissora nacional de rádio e televisão no Reino Unido. Dois produtores da estação participaram na adulteração de resultados de televotações ocorridas nos últimos meses em diferentes programas e concursos emitidos por aquele canal.

Tratam-se de Richard Marson e Ric Blaxill e foram despedidos após ter sido descoberto que lideraram a iniciativa de “invenção” de vencedores fictícios em dois concursos de rádio emitidos pela estação “6 Music”.

Para além do escândalo nos concursos da 6 Music, também há notícias de adulteração de resultados na BBC Ásia, onde no programa Film Café os vencedores foram escolhidos pela produção, resultando num claro contraste com a decisão dos telespectadores que ligaram e participaram o seu voto à produção do programa.

Porém, a maior contestação surgiu na sequência do concurso patrocinado pelo programa infantil Blue Peter. Os espectadores do programa de animação foram convidados a escolher o nome do gato do protagonista. A maioria dos votantes optou por Cookie, mas a produção achou que Socks seria um nome melhor e anulou a decisão dos eleitores.

A solução encontrada pela administração do canal, após o sucedido ter sido trazido ao conhecimento do grande público, foi introduzir um segundo gato na história. E, este sim, será chamado de Cookie e fará companhia, entre outros, a Peter e Socks.

O acompanhamento desta história levou-me a pensar nalgumas coisas que se têm passado na RTP. Por exemplo, será que A Sónia Araújo ganhou mesmo o Dança Comigo? Será que a vitória da Luciana Abreu na terceira temporada do programa se deveu ao facto de ser uma nova cara da estação? Tantas interrogações.

Gore em 2008?

Setembro 25, 2007

Imaginemos que Al Gore ganha o prémio Nobel da Paz este ano? Se a isso aliarmos o Óscar galardoado e best seller “Uma Verdade Inconveniente” foi um ano inteiro de prémios, condecorações e menções honrosas. Não terá sido, também, um ano de preparação de uma candidatura à Casa Branca em 2008?
 
Num cenário de grosseira impopualridade e indecisão em torno dos mais fortes candidatos democratas às primárias, será que é, afinal, Gore o candidato preferido dos americanos?

São estas as hipóteses que são discutidas e debatidas por Christopher Hitchens na mais recente edição da Slate Magazine. A ler.

Fade to Black

Setembro 25, 2007

 

Já faz algum tempo que eu não sugiro um sonzinho. Por isso, aqui vai “Fade to Black”, uma das muitas obras-primas que os Metallica nos deixaram ao longo da sua longa e rica carreira.

Pontualidade britânica

Setembro 25, 2007

No primeiro dia em que entrei na Manchester Metropolitan University fui avisado de uma coisa: em Inglaterra, não se toleram atrasos. Quer isto dizer, muito simplesmente, que não existem os tão populares e indispensáveis “15 minutos académicos”.

Portanto, temos de chegar à sala à hora marcada, o que normalmente coincide com a entrada do docente. No dia da inscrição, abatido pela chuva e nebulosidade, demorei um pouco mais a chegar à universidade. Lá chegado, reparei que passavam 15 minutos da hora marcada. Quando entrei na sala, para além dos olhares malévolos e petrificantes que me foram dirigidos pelos responsáveis, a administradora não perdeu uma oportunidade de passar um sermão aos “mediterrânicos”, avisando-os da absoluta e imperiosa necessidade em cumprir com as horas. Acatei eu e os meus colegas do Sul da Europa.

Hoje, primeiro dia de aulas, cheguei à sala cinco minutos antes da hora marcada (9:00). Passaram cinco sobre esses minutos, mais outro tanto até que eram quase 10:25 e ainda não havia chegado o professor.

Começara eu, no meu tom maldisposto e rezingão, a maldizer os meus anfitriões quando, inesperadamente, um colega foi à sua caixa de correio electrónico escolar e… viu um email enviado pelo docente a comunicar que não vinha dar a aula. Datava da semana passada.

Pontualidades, portanto.

3 libras

Setembro 23, 2007

“You talking to me?” Esta será, provavelmente, a passagem mais célebre do aclamado “Taxi Driver” de Martin Scorsese. Filme de 1976, conta com as interpretações de Jodie Foster, Harvey Keitel, Cybil Shepherd e, claro, de Robert De Niro que consegue no papel de Travis Bickle uma interpretação genuína, comovente e impressionante.

O filme foi nomeado para quatro Óscares, incluindo Melhor Filme, Melhor Actor Principal (Robert De Niro) e Melhor Actriz Secundária (Jodie Foster), não tendo ganho nenhum.  Injusto. Irremediavelmente injusto.

Bem, mas estava a passear por Piccadilly Circus aqui em Manchester quando, defronte de uma loja de discos e filmes, vejo o cartaz: “Taxi Driver for £3”.

Ora, ao câmbio de hoje essas três libras esterlinas correspondem a pouco mais do que € 4.30. Pareceu-me um negócio fantástico e fechei-o na hora.

O filme, esse, vale muito mais, mas muito mais, do que 3 libras. É Arte. Arte em movimento. Aquilo que de melhor o século XX ofereceu à herança cultural do Ocidente e da humanidade.

O jogo do coração

Setembro 23, 2007

Eu tenho dois amores. É verdade. E, apesar de saber de qual gosto mais, olho para ambos com o máximo carinho, respeito e lealdade. Porém, duas vezes por ano sou forçado a ver esses meus dois namoros a confrontarem-se. A lutarem um contra o outro, procurando infligir dor e tristeza um no outro.

De um lado, o meu Braga. O Sporting Clube de Braga. O clube da minha cidade, da cidade pela qual estou enamorado desde sempre. Saudades que tenho de Braga agora que estou longe dela. Longe das suas igrejas, da Avenida e do seu calorzinho.

Mas, do outro, está o Benfica. O Sport Lisboa e Benfica, o meu clube do coração. As camisolas pelas quais me emociono e comovo. O clube que acompanho desde sempre. A instituição com a qual sofro quando ela sofre, com a qual jubilo quando ela está contente. Só assim se explica que em pleno coração de Manchester tenha gritado golo quando o nosso Nuno marcou o tento de honra em Milão, estando o jogo mais do que perdido.

São dois amores. Os meus amores. E, normalmente, a esta hora estaria a olhar para o bilhete para ir ver o jogo de mais logo. É raro perder um Braga X Benfica. Mas, este ano não dá. Este ano, vou ter de ir assistir ao Manchester X Chelsea, jogo de somenos importância, principalmente após a saída de Mourinho, e que em nada se assemelha à beleza e encanto de um jogo entre arsenalistas e águias.

Que ganhe o melhor. Mas, e perdoem-me os meus conterrâneos, que o melhor seja o Benfica.

Mil palavras

Setembro 22, 2007

Still Special

Setembro 21, 2007

chelseamourinhoportugal.jpgEsta foi uma semana muito ‘portuguesa’ aqui em Inglaterra. Primeiro, o omnipresente ‘caso’ McCann, com os jornais sensacionalistas ora a condenar os pais, ora a criticar a PJ, depois o futebol. Sim, o futebol, o jogo que eles dizem que inventaram e que conhecem melhor do que qualquer outro povo. Na terça, enquanto o Glorioso debatia-se em Milão, o Porto recebeu o Liverpool. Na quarta, foi a vez do United deslocar-se a Alvalade e socorrer-se do seu melhor jogador, Cristiano Ronaldo, para vencer o jogo. Ontem, foi a vez de Mourinho fazer as manchetes com o anúncio da sua saída do Chelsea.

Mourinho chocou a opinião pública quando chegou a Londres e intitulou-se o “Special One”. Agora, na hora do adeus a Stamford Bridge, José volta a impressionar, quer seja pela manifestação de apoio incondicional que recebeu dos adeptos do clube, quer seja pela fantástica indemnização que consegui extrair a Abramovich.

Hoje, a imprensa britânica dedica secções inteiras ao técnico português. No “The Times”, em artigo de opinião assinado por Giles Smith, pode-se ler que “Mourinho foi o melhor treinador que o Chelsea alguma vez teve – brilhante, apaixonado, perigoso engraçado e às vezes todas essas coisas juntas durante cinco segundos”.

Entre mais uma série de elogios, este cronista adepto do clube azul de Londres termina dizendo que “de facto, Roman Abramovich poderia anunciar esta manhã que tinha segurado os serviços de Rijkaard e Guus Hiddink na primeira parceria civil da história do futebol, declarar que ele e os dois treinadores estariam no aeroporto em Janeiro para receber Ronaldinho, e mesmo assim não seria qualquer tipo de consolação porque perdemos (os adeptos) Mourinho. Nós (adeptos) aceitávamo-lo de volta num segundo.”

Outro cronista, este sem ligações afectivas ao Chelsea, Tony Cascarino refere que “embora os jogadores do Chelsea possam respeitar Abramovich, eles amam Mourinho e estão a sofrer tanto quanto o seu anterior treinador”.

O mesmo Cascarino relata que se cruzou com o plantel do Chelsea por altura de uma acção de caridade. Conta que “o à vontade, a camaradagem – a ligação entre treinador e jogadores era simples e poderosa. Claramente, essa foi uma das razões para o sucesso do Chelsea. (…) Os jogadores amam Mourinho por tê-los tornado vencedores”.

Até Scott Minto, antigo defesa esquerdo de Chelsea e Benfica, reconhece que “Mourinho garante troféus” enquanto que Ray Wilkins, uma lenda do clube londrino, penitencia o facto de a Premier League perder um “treinador fabuloso”.

Enfim, a ideia geral é que a Premier League e o Chelsea perderam um (o?) dos melhores treinadores do Mundo à conta de uma casmurrice do dono do clube. Como sentenceia o editor de desporto do mesmo jornal, Simon Barnes, enquanto esteve em Inglaterra “Mourinho foi a estrela do futebol”.

Fez-se luz

Setembro 20, 2007

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E, ao sétimo dia, fez-se luz. O Sol apareceu. Mesmo que envergonhado, lá estava ele. E por lá ficou. Durante duas horas. Depois, Manchester voltou ao cinzento do costume.

 

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