Há Gato na SIC
Janeiro 11, 2008
Parece que é certo, porque o Quintela disse ao pessoal do Público, que Os Gato Fedorento vão para a SIC. Todavia, só começam a trabalhar em Outubro deste ano - estão cansados e, digo eu, com os bolsos um pouco carregados.
A RTP perde o seu maior activo dos últimos tempos, essencialmente, em consequência da gestão de transição de Ponce de Leão que não quis ceder aos caprichos dos rapazes com o fedor mais desejado em Portugal quando estes lhe fizeram a proposta para novo contrato.
Para além de ser um exemplo da ineficiência das gestões de transição, espécie de treinadores interinos que não sabem muito bem aquilo que podem fazer, esta transferência é um exemplo do impacto que o fenómeno mediático tem sobre as cabeças pensadoras do mundo empresarial. Quem daria tanto por estes meninos se não fossem as campanhas da PT, as imitações do Marcelo ou as brincadeiras com o PNR?
Nuno Santos apostou no quarteto após este ter sido dispensado por Carnaxide. Agora, regressa à SIC e leva consigo a equipa que a estação dispensou há dois anos essencialmente porque têm piadas giras e porque o povinho lá vai achando graça ao grupo.
Pudera, em terra de cegos quem tem olho é rei. Então se souber imitar o Paulo Bento…
E qual é o seu candidato nas eleições americanas?
Janeiro 10, 2008
Tem-se tornado um lugar-comum dizer-se que nas eleições americanas elege-se mais do que o chefe de um estado Ocidental; elege-se o presidente do Mundo.
Se esta é uma posição exagerada, ou não, não me interessa muito discutir nesta altura. Aquilo que na realidade é importante sublinhar é que as eleições americanas tornaram-se num acontecimento mediático à escala global.
Tal como a conversa de futebol ao café, é normal que se dê uma olhada a como vão as primárias nos EUA. Se é por se reconhecer a importância política do cargo, ou por se tratar da nação que nos acultura um pouco todos os dias, ou por ambas as situações, a verdade é que toda a gente tem a sua opinião sobre a sra.Clinton, o Obama e o Rudy e existe um interesse sobre quem será o futuro inquilino da Casa Branca.
Aquilo que o site Electoral Compass faz é colocar o vistante perante um inquérito e, com base nas suas respostas, indicar-lhe qual o candidato com que mais se assemelha. Eu fiz o teste e deu-me Bill Richardson, o democrata sem hipóteses, em primeiro seguido a 1% de distância pela Hillary.
Cada um que faça o seu e depois diga como foi. Eu já o fiz.
Péssima gestão
Janeiro 8, 2008

Fiquei abismado quando soube que Luisão e Katsouranis tinham andado aos arrufos durante o último jogo do Benfica. Pior do que perder dois pontos na corrida pelo título – ou ganhar um no campeonato da Segunda Circular – foi ver dois dos jogadores mais experientes do grupo a resolverem as suas diferenças, em público, à pancada.
Por tudo isso, naturalmente, acolhi como acertada – e única – a decisão do presidente do maior clube do Mundo em suspender preventivamente os dois jogadores e exclui-los da convocatória e dos treinos até o inquérito disciplinar estar pronto. Aliás, em consonância com aquilo que está previsto no Regulamento Interno.
Ora, qual não foi o meu espanto quando hoje, durante a minha revista da imprensa nacional, li que Luisão havia sido “perdoado” e que o único “culpado” era Katsouranis – à bom jornalista, cito as minhas fontes pois os termos entre aspas são do Record.
Em situações como estas não há mais, nem menos culpados ou inocentes. Quando dois profissionais, pagos a peso de ouro, têm comportamentos amadores têm de ser punidos por isso. Luisão, na hora do incidente, não se ficou e também agrediu Katsouranis que se dirigiu ao brasileiro depois de ter sido insultado – pelo menos, já percebe algum português. Aquilo que vai acontecer a Katso deveria ser também aplicado a Luisão, um dos jogadores em maior sub-rendimento esta temporada, e são já alguns.
Um plantel de uma equipa desportiva tem de ter força e união. Quando os indivíduos mais directamente relacionados com o mesmo não o conseguem fazer, capitães e treinadores, tem de ser a direcção, nas pessoas do Presidente ou Director para o futebol, a garantir a solidez e harmonia do balneário. Quando campeão em 2005, uma das maiores virtudes do Benfica de Trapattoni era a força do balneário. A união de todos que fez a força e deu o título.
Hoje, sente-se que esse mesmo sentimento está adormecido. O balneário está demasiado exposto. O presidente critica o capitão em público, exigindo um pedido de desculpas. Cumpriu-o o jogador? Não. Foi punido? Não. Então, para quê a fantochada em público? Apenas denegriu a imagem das três entidades em causa: clube, presidente e jogador.
O futebol do Benfica precisa, desesperadamente, que Luís Filipe Vieira volte para a administração do clube e que deixe o futebol em mãos mais sabedoras; nas mãos de um director que conheça o mercado e que saiba onde encontrar activos para rentabilizar, que consiga blindar e proteger o balneário do clube e que promova a liderança entre os jogadores. Forçosamente, é necessário que haja um grupo de jogadores, capitães, que promova essa união dentro do balneário.
Liedson referiu que Alvalade era um quartel-general. Paulo Bento disse que ao menos não era uma anarquia. Enganou-se, pois quando um jogador tem tiradas públicas como essa, está a desproteger grupo e clube e é um exemplo de individualismo e anarquia.
Aquilo de que os balneários precisam é de união e liderança. Chamem-lhe um quartel-general, chamem-lhe chefia. Não me interessa. Num grupo de jogadores profissionais, de diferentes raças e credos, é importante manter o respeito e a disciplina. Se os atletas não o conseguem fazer por si próprios, muitos não têm educação para perceber essa realidade, então alguém tem de a impor por eles. Quer sejam jogadores mais experientes, treinadores ou dirigentes. Alguém tem de mandar.
E, se eu mandasse, Luisão e Katsouranis seriam severamente punidos e multados de forma condizente com a gravidade do acto e da importância que têm no plantel. Com jogadores que se querem modelos para os mais jovens, comportamentos desses não podem ser aceites e devem ser punidos em função dessa mesma seriedade e do peso que têm, os atletas, na instituição.
PS: É verdade. A foto é do Record.
Back in Manchester
Janeiro 7, 2008
Depois de umas curtas férias em Portugal, regressei ao meu destino Erasmus: Manchester.
Ao contrário da primeira vez, já nada me impressionou, nada me chamou particularmente à atenção à chegada. O ânimo com que se parte para uma segunda etapa Erasmus é diferente daquele com que se começa a aventura, pois agora sei para onde vou e o que tenho a fazer.
Em Setembro vinha com os olhos bem abertos e quando saí do aeroporto olhei para tudo como uma criança quando chega pela primeira vez ao parque de diversões. Reparei nos pormenores nas casas construídas em tijolo, na largura das ruas, nas pessoas tão estranhas e nos tão bairros diferentes daqueles a que vinha acostumado.
Quando cheguei ontem à cidade de Cristiano Ronaldo já percorri as ruas de cor. Não dei grande atenção ao néon de Piccadily, passei quase indiferente por Canal Street – ninguém fica totalmente alheio a Canal Street – e quase não me apercebi do novo restaurante indiano na esquina da minha rua.
Não é só em Portugal que as coisas não mudam. Aqui, também, está tudo na mesma. Frio e tudo.
Olhando para 2007
Janeiro 3, 2008
O ano já é o novo, mas os vídeos ainda são os velhos. Navegando pelo you tube, dei de caras com um dos vídeos mais vistos no site em 2007: uma jornalista da MSNBC, Mika Brezinski, recusou-se não uma, nem duas mas três vezes a ler uma notícia sobre a socialite Paris Hilton.
Nos dias que correrem, em que a imprensa tem perigosamente dobrado a fronteira que separa a informação do sensacionalismo, não deixa de ser refrescante ver que ainda há jornalistas com prioridades e que não se submetem à lógica fácil e populista que algumas redacções gostam de levar. Mesmo, ou especialmente, quando estão em directo.
A ver.