Azul à FCP

Março 12, 2008

3afe6c87.jpgMuitos analistas questionaram-se sobre por onde andaria o PSD de Luís Filipe Menezes durante esta onda de contestação social ao PS e ao Governo. Sim, de facto, onde estava o maior partido da oposição?

Hoje soube-se a resposta: o PSD esteve a preparar a sua nova imagem, o seu novo logótipo, alterando a cor do mesmo, abraçando o azul à CDS.

Tempo perdido? Nada disso. Agora sim, nas palavras do líder de Gaia, agora o PSD está pronto para ser governo. Já tem a cor da única equipa que joga um futebol decente em Portugal. Agora pode ser líder. Então, não se estava a ver? O problema era a cor.

Afinal havia outro

Março 12, 2008

O Eclipse tem um irmão. Fruto de uma relação bastarda, ilegítima e irracional nasceu o Bloco Central, parido esta noite pelo meu amigo e futuro jurista Josué Lopes.

A partir de agora, também estarei por lá.

Lavar o dinheiro e a roupa

Março 12, 2008

Parece que anda na moda. Luís Filipe Menezes, Ribau Esteves, Rui Rio e António Capucho (principalmente estes) estão num concurso público de lavagem de roupa.

Depois das críticas – fundamentadas legalmente – à proposta de alteração dos estatutos do partido, nomeadamente na questão do pagamento das quotas, estalou o verniz e a direcção bicéfala do partido levou a mal as intervenções dos dez (!!!!) anteriores secretários-gerais do PSD.

Rio e Capucho, mas mais o homem do Porto, levantaram a questão de que é possível – e em termos práticos passa mesmo a ser exequível – que o novo sistema de pagamento das quotas de filiação no PSD sirvam, por exemplo, para lavagem de dinheiro. Como deixa de haver documentação e regulamentação na hora do pagamento, deixa também de ser possível controlar a quantidade do dinheiro que entra no partido e, tão certo como 2 e 2 serem 4, isto abre portas para a possibilidade de haver financiamento ilícito ao partido.

E, claro, na política deve-se ser como a mulher de César, isto é, deve-se ser e parecer ser sério e não parece nada inteligente este autêntico retrocesso político e, inclusive, burocrático de Menezes que continua na sua cruzada de entrega do partido às bases, enquanto o vai popularizando e esvaziando o seu discurso e o posicionamento no espectro político.

Ao mesmo tempo, aproveita para destruir capital humano do seu próprio PSD. Rio e Capucho são presidentes de Câmara, de duas das mais importantes autarquias em mãos laranja e o líder do partido, Menezes, preferiu atacar publicamente os dois do que manter a porta fechada e resolver os problemas dentro do partido. Pelo meio, lá vem o badameco do Ribau Esteves mandar umas bujardas a mando do homem de Gaia.

Uma coisa parece cada vez mais certa: Sócrates só perderá a maioria por culpa própria, porque mais do que ganhar votos – o PSD não os merece hoje, nem parece que os quererá em 2009 – a oposição poderá contar com aqueles que usarão a viagem às urnas como forma de protesto ao governo.