Please, put me out of my misery
Março 17, 2008
Por favor, acabem lá com a temporada. Já chega de tormento. Acabem lá com isto. Vá lá, é a saúde de 6 milhões que está em causa.

Sem terra despejados no Amazonas
Março 14, 2008

Indígenas expulsos da Amazónia. A foto que o Público coloca hoje no seu site é brutal. Terrível. Vale mesmo mais do que 1000 palavras.
A mulher mais bonita do Mundo
Março 14, 2008
Azul à FCP
Março 12, 2008
Muitos analistas questionaram-se sobre por onde andaria o PSD de Luís Filipe Menezes durante esta onda de contestação social ao PS e ao Governo. Sim, de facto, onde estava o maior partido da oposição?
Hoje soube-se a resposta: o PSD esteve a preparar a sua nova imagem, o seu novo logótipo, alterando a cor do mesmo, abraçando o azul à CDS.
Tempo perdido? Nada disso. Agora sim, nas palavras do líder de Gaia, agora o PSD está pronto para ser governo. Já tem a cor da única equipa que joga um futebol decente em Portugal. Agora pode ser líder. Então, não se estava a ver? O problema era a cor.
Afinal havia outro
Março 12, 2008
O Eclipse tem um irmão. Fruto de uma relação bastarda, ilegítima e irracional nasceu o Bloco Central, parido esta noite pelo meu amigo e futuro jurista Josué Lopes.
A partir de agora, também estarei por lá.
Lavar o dinheiro e a roupa
Março 12, 2008
Parece que anda na moda. Luís Filipe Menezes, Ribau Esteves, Rui Rio e António Capucho (principalmente estes) estão num concurso público de lavagem de roupa.
Depois das críticas – fundamentadas legalmente – à proposta de alteração dos estatutos do partido, nomeadamente na questão do pagamento das quotas, estalou o verniz e a direcção bicéfala do partido levou a mal as intervenções dos dez (!!!!) anteriores secretários-gerais do PSD.
Rio e Capucho, mas mais o homem do Porto, levantaram a questão de que é possível – e em termos práticos passa mesmo a ser exequível – que o novo sistema de pagamento das quotas de filiação no PSD sirvam, por exemplo, para lavagem de dinheiro. Como deixa de haver documentação e regulamentação na hora do pagamento, deixa também de ser possível controlar a quantidade do dinheiro que entra no partido e, tão certo como 2 e 2 serem 4, isto abre portas para a possibilidade de haver financiamento ilícito ao partido.
E, claro, na política deve-se ser como a mulher de César, isto é, deve-se ser e parecer ser sério e não parece nada inteligente este autêntico retrocesso político e, inclusive, burocrático de Menezes que continua na sua cruzada de entrega do partido às bases, enquanto o vai popularizando e esvaziando o seu discurso e o posicionamento no espectro político.
Ao mesmo tempo, aproveita para destruir capital humano do seu próprio PSD. Rio e Capucho são presidentes de Câmara, de duas das mais importantes autarquias em mãos laranja e o líder do partido, Menezes, preferiu atacar publicamente os dois do que manter a porta fechada e resolver os problemas dentro do partido. Pelo meio, lá vem o badameco do Ribau Esteves mandar umas bujardas a mando do homem de Gaia.
Uma coisa parece cada vez mais certa: Sócrates só perderá a maioria por culpa própria, porque mais do que ganhar votos – o PSD não os merece hoje, nem parece que os quererá em 2009 – a oposição poderá contar com aqueles que usarão a viagem às urnas como forma de protesto ao governo.
E porque não?
Março 11, 2008
Masoquismos e afins
Março 9, 2008
Vinha eu da minha sessão semanal de tortura voluntária – entenda-se, assistir aos jogos do Benfica – quando ouvi os balbucios de Sócrates quando confrontado com a manifestação dos professores. Na verdade, o nosso primeiro pouco, ou nada mesmo, conseguiu dizer, para além do rotineiro e demagógico “respeitem a minha opinião, como eu respeito a dos outros”.
Quem quer que tenha feito o percurso pelo sistema de escolas públicas em Portugal, apercebe-se facilmente de que este precisa de reformas. O tipo de ensino é (quase?) obsoleto, as técnicas motivacionais não funcionam, os professores estão desgastados e os alunos desinteressados. Ao fim e ao cabo, andamos todos a perder tempo, alunos e professores, nas salas de aula, os primeiros porque não aprendem – se é porque não querem, ou porque não conseguem, é outra história – e os segundos porque, manifestamente, não têm grande vontade em estar lá dentro.
Rendemos mais quando sabemos que estamos sobre escrutínio. Por exemplo, Francisco Penim sabia que o Blasemão andava em cima dele. Não acredito que não trabalhasse, simplesmente não era suficientemente bom para levar a nau a bom porto. Foi dispensado e para o seu lugar veio Nuno Santos, o milagreiro da RTP.
Este raciocínio podia ser aplicado ao ensino (sim, ao público): se o professor não se revela competente, não serve nem a um aluno do litoral, nem a um outro no interior. A melhor forma de averiguar da competência, ou da falta dela, de um professor é através da avaliação do mesmo, ou seja, a única forma de perceber se um funcionário rende aquilo que lhe é pedido, é se alcançar as metas traçadas pelo empregador.
Neste caso, é mais difícil definir quem é o empregador no sistema público de ensino? O Estado, porque é quem paga? A autarquia, porque o activo em causa está dentro da sua jurisdição? Os pais e os alunos, pois trata-se da educação e do desenvolvimento dos mais novos? Complicado. Quem traçará, então, estas metas?
Claramente, o Estado não se pode nunca omitir da obrigatoriedade de presença na educação. Deve exigir um nível mínimo de conhecimento para todo e qualquer aluno que passe por essas salas de aula. Deve criar todas as condições para que os estudantes, mesmo aqueles que apenas cumpram a escolaridade mínima, saiam da escola com uma formação académica e civilizacional que lhes permite interagir em sociedade.
O Estado deve encomendar a avaliação dos professores, os treinadores do espírito dos estudantes portugueses. Os professores são os responsáveis pela moldagem das mentes dos estudantes. Avaliar é importante porque permite aferir quem são os cumpridores, quem leva ao fim a tarefa educativa e quem é mais capaz para leccionar. Permite separar os melhores, dos menos bons.
Porém, deve o Estado participar nessa avaliação? Isto é, deve o Estado fazer parte do painel de avaliação? Não, pois não se pode elaborar um plano infalível desde Lisboa que permita avaliar a competência de um professor inserido em diferentes contextos sociais. Claro que, em termos absolutos, o professor deve e tem de ser bom. Contudo, na altura de fazer a sua avaliação é impensável que não se tenha em conta as condições socio-económicas que influíram no seu trabalho.
Mas, atenção que isto funciona nos dois sentidos: um professor que obtenha maus resultados no litoral, a zona mais privilegiada, não poderá ter um estatuto superior a um que dê aulas no interior e obtenha bons resultados. Se com mais ovos, faz menos omoletas, como justificar que esteja num patamar superior?
Por isso, devem ser as câmaras, juntas de freguesia, associações de pais e núcleos locais de professores a encabeçar a avaliação dos docentes com base nos critérios mais adequados para o contexto social em causa.
O engraçado de tudo isto, desta contestação da classe docente, é que os professores não estão contra a avaliação. Aliás, eles são favoráveis à avaliação e, em relação às outras reformas, nem se manifestam contra algumas das outras medidas avançadas pelo Governo. Eles insurgem-se, isso sim, contra a forma escolhida pelo Ministério para introduzir o diploma, levantam-se contra o autoritarismo e a presunção que já desceu do pedestal de Sócrates e começa a contaminar os seus ministros.
Maria de Lurdes Rodrigues tem uma ambição louvável: reformar o Ensino em Portugal. Porém, falta-lhe a capacidade de diálogo com os professores, aqueles que vão ter de pôr em prática as medidas que ela, ministra, sugere. Na verdade, em democracia, um protesto que engloba dois terços de uma dada classe profissional não pode ser ignorado, nem os manifestantes catalogados como incompetentes e preguiçosos – caso contrário, mais de 66% dos professores portugueses seriam inábeis, e isso não pode ser verdade.
Quem se apresenta, em democracia, de forma tão autoritária, arrogante e despótica só pode ter tiques de masoquismo, de prazer em conviver com a dor. Será que Maria de Lurdes e Sócrates são masoquistas? Ou simplesmente são incompetentes e preguiçosos?
Noite de Bruxas
Março 6, 2008

Foi uma noite muito estranha. Cardozo expulso aos 9 minutos, bola tabela em Edcarlos e entra aos 27, Luisão lesiona-se à meia-hora, Edcarlos tira uma bola de dentro da baliza e evita um golo… para o Benfica , Zoro faz um jogo aceitável e Mantorras marca um golo.
Termino como comecei: foi mesmo uma noite estranha.
foto: Lusa
Letargia pós-Erasmus
Março 5, 2008
Isto de regressar após um período de Erasmus tem cada coisa… Pessoas com quem gostava de estar antes, são agora pessoas que não me cativam particularmente, actividades que antes fazia com facilidade e gosto, são agora relativamente penosas e custosas, acontecimentos que eu esperava com alguma excitação, são agora encarados como monótonos e aborrecidos.
De facto, voltar a casa depois de cinco meses de vida lá por fora não é fácil, assim como regressar às práticas do passado não me parece completamente possível nesta fase. Erasmus é mesmo um presente envenenado.

