Quem ganha com o arroz?
Abril 30, 2008
“This time round, agricultural prices may be driven by a classic hoarding response. Various countries have restricted agricultural exports to their neighbours in an attempt to safeguard supplies for their local populations.
Even in prosperous America, Sam’s Club and Costco, both discount bulk retailers, have restricted the amount of rice that customers can buy. There is no surer way of creating a buying panic than declaring a shortage. In such circumstances, prices can be driven well above their likely long-term value.”
Por que motivos aumentou o preço do arroz? Quem tem lucrado com isso? Como sair desta situação? Como tem o mercado de valores reagido perante toda esta situação? Tudo isto está respondido aqui.
Stevie Ray Vaughan
Abril 29, 2008
Sempre Glorioso
Abril 28, 2008
A época do Benfica já atingiu níveis inqualificáveis. O que dizer acerca de uma equipa que nos foi vendida como a melhor da década, que representa o maior investimento actual do futebol português – superior a 30 milhões de euros líquidos – e que sistematicamente falha em apresentar resultados condizentes com a imagem histórica do clube e com a política de comunicação da sua Direcção?
A grande lacuna do Benfica 07/08 começou no topo. Vieira viu mal qual o papel que poderia efectivamente desempenhar no futebol, tentou ser um Pinto da Costa à moda da Luz e revelou-se num digno sucessor de Vale e Azevedo. Do discurso, quase sempre inócuo, nunca saíram coisas boas. No final da primeira jornada mandou uns filetes ao capitão da equipa, em Outubro já apregoava Rui Costa como futuro presidente do Benfica. Correu tudo mal.
Despedir um treinador à passagem da primeira jornada tem tanto de corajoso como de estúpido. Vieira não queria Fernando Santos e sonhava com Camacho. Saiu-lhe pior a emenda do que o soneto. O espanhol revelou-se apático, amorfo e passivo perante tudo aquilo que foi sucedendo. À quinta jornada, Camacho já falava em segurar o 2º lugar.
Mas, Camacho saiu e os problemas continuaram. A equipa joga sem alegria, sem empenho e não consegue deixar os problemas pessoais no balneário. Jogadores como Léo, Rodriguez, Katsouranis, Luisão e Nelson, entre outros, estão, por ordens de ideias diferentes, a contemplar o seu futuro que, na maioria dos casos, não deverá passar pela Luz. Em função do rendimento nesta época, diria que apenas tenho pena de ver partir os dois primeiros.
Em boa verdade, que jogador consegue singrar no Benfica de hoje? Poucos. Andamos enganados com os 21 golos de Cardozo. Com o número de golos que o jogador – cuja aquisição, com a compra da totalidade do passe, ultrapassou os 10 milhões de euros – falha por partida, deveria ter, pelo menos, mais 10. É bom jogador, mas não vale aquilo que se pagou por ele.
Miccoli foi um dos últimos jogadores que, vindo bem referenciado, rendeu claramente ao Benfica. Katsouranis desapareceu esta época, Luisão tem vindo a eclipsar-se desde 2005 e Di Maria teima em não crescer. Mas, num clima de permanente instabilidade, como pode um jogador ter sucesso na actual estrutura do Benfica? Com o balneário de tal maneira exposto, com os jogadores de tal maneira desunidos – que falta faz um capitão a sério – com Rui Costa a desempenhar o papel híbrido de treinador/director e estando o balneário tão exposto, a verdade é que não há condições para os jogadores jogarem aquilo que, potencialmente, sabem.
Em 2005, chegou-se a falar de Lisandro López para o Benfica. O jogador acabou no Porto, mas não foi um sucesso imediato. Teve de trabalhar e crescer até começar a aparecer, paulatinamente, no onze. Hoje, é o jogador mais decisivo da equipa. Os quase 30 golos marcados esta época provam isso mesmo.
Mas, caso Licha tivesse vindo para o Benfica, hoje não seria o jogador que é. Ou, pelo menos, não o seria no Benfica, pois ao fim de 6 meses teria sido despachado. Como foi Bergessio, que eu mal vi jogar.
Na próxima época o Benfica não pode cometer os mesmos erros, sob pena de não poder jamais voltar a reclamar para si o estatuto de equipa grande. A época do Glorioso é, para ser simpático, medíocre. Um clube grande não vive de épocas medíocres. O Barcelona, está a uma distância média do Real, mas ainda está na Liga dos Campeões. Independentemente do desfecho, já se fala em fracasso. Para se ser um clube grande, tem-se de pensar em grande.
Se o clube não optar por mudanças estruturais de fundo, podemos esquecer as próximas épocas. Estes meses têm de servir para reflectir e, posteriormente, agir no sentido de garantir que o Benfica possa ser aquilo que está no seu ADN: Glorioso. Sempre Glorioso.
Making of… “Kiss Me, Oh Kiss Me”
Abril 23, 2008
David Fonseca é um dos nomes do momento da música portuguesa. Como se escreveu na Pública há umas semanas atrás, o ex-líder dos Silence 4 está a um passo de poder fazer o que lhe apetecer.
E tanto que (quase) pode fazer o que lhe apetece, que até coloca online um vídeo que retrata o “making of” the “Kiss Me, Oh Kiss Me”, a minha faixa favorita do seu último álbum.
Lá descobrimos como um único homem pode criar uma multiplicidade de sons e interpretá-los todos ao mesmo tempo, recorrendo, naturalmente, a equipamentos electrónicos. Um autêntico “one man show.
Quando se diz que o menino pode fazer o que quiser, é porque David Fonseca quebra barreiras com o seu comportamento e a atitude anti-vedeta que o ameaça tornar na maior vedeta portuguesa de todas. Inova na música, sem ter medo de ser olhado com desconfiança, nem tem problemas em se expor, desde que ache que a música venha a ganhar com isso.
O vídeo de “Rocket Man” é um exemplo de algo que podia ter descambado para o ridículo. Pelo contrário, o músico de Leiria conseguiu que a sua versão chegasse até Sir Elton. E fosse elogiada, segundo consta.
Tenho pena de que não cante em português, mas David Fonseca encanta o público em inglês e, afinal, a música não é uma língua universal?
Agora há condições
Abril 22, 2008
“Há condições para haver uma mudança no PSD com uma candidatura séria e credível reconhecível por todos, dentro e fora do partido.”
Quem o diz é Pacheco Pereira, que já não coloca a seta do PSD virada para baixo.
Agora há condições
Abril 22, 2008
“Há condições para haver uma mudança no PSD com uma candidatura séria e credível reconhecível por todos, dentro e fora do partido.”
Quem o diz é Pacheco Pereira que já não coloca a seta do PSD virada para baixo.
Agora há condições
Abril 22, 2008
“Há condições para haver uma mudança no PSD com uma candidatura séria e credível reconhecível por todos, dentro e fora do partido.”
Quem o diz é Pacheco Pereira, que agora já não coloca a seta do PSD virada para baixo.
Chegou a hora da Dama de Ferro
Abril 21, 2008
E parece que desta é mesmo a sério. Não foi quando saiu Durão, nem quando Santana se afundou. Também nunca se opôs a Mendes, mas desta vez ela vai mesmo. Manuela Ferreira Leite candidata-se à liderança do PSD e com óptimas possibilidades de vencer. De vencer o partido, entenda-se. Porque para chegar a São Bento vai ser preciso um pouco mais.
Para já, conta com os apoios das figuras mais fortes, especialmente de Rui Rio. Será que Aguiar Branco vai reconsiderar a sua candidatura? E António Borges? Apoia a solução Ferreira Leite? Para acompanhar a partir de amanhã.
Mais aqui.
Mais um
Abril 19, 2008
Depois do escândalo que envolveu o Northern Rock no Outono, agora é a vez do Royal Bank of Scotland anunciar dificuldades. Depois da compra da ABN-Ambro, o banco perdeu liquidez e apresenta resultados preocupantes. Tão preocupantes, que terá de ir à banca. E não vai pedir trocos, estando previsto que a verba a emprestar ao banco para assegurar a sua solvência se cifre entre os 15 e 18 milhares de milhões de Euros. Mais um grande banco em dificuldades.
“At issue is Royal Bank’s “core capital”—a cushion composed mainly of shareholders’ money that regulators insist banks hold against bad times—which stands at about 4.5% of risk-weighted assets. This is the lowest of any big British bank and well below the 6% that most banks consider a reasonable minimum level. For Sir Fred Goodwin, the chief executive of Royal Bank, the prospect of having to go cap in hand to shareholders for a bailout would be a deep humiliation and many believe that Sir Fred’s head may well be the price that shareholders demand in exchange for supporting a share issue that may dilute their existing holdings by as much as 50%. If that is the case it would mark the end of a career that was marked by both brilliance and hubris.”
Ler mais aqui.
Já passaram 6 meses?
Abril 17, 2008
E, tal como o mini-tornado de Santarém, Menezes chegou, mexeu com tudo à sua volta e despediu-se com a mesma surpresa com que venceu as eleições em Setembro. Pelo meio, fica uma passagem fugaz, para posterior avaliação histórica, pela presidência do PSD.
“Em todas as circunstâncias do passado decidi quando entrava e quando saia. Assim, como líder do PSD, eleito a 28 de Setembro, e assumindo todas as responsabilidade deste gesto, vou solicitar ao Conselho Nacional na próxima semana que convoque eleições directas para o próximo dia 24 de Maio”, disse o agora futuro ex-líder do PSD.
A verdade é que Menezes terá sido o líder mais contestado internamente da história do partido. Porém, apesar de não ter sido ajudado por essa divisão interna, não deixa também de ser verídico que se colocou muitas vezes a jeito para a contestação que foi sendo levantada à sua volta. Em seis meses, não chegam os dedos das mãos para contar as decisões disparatadas do líder, que apenas serviram para o distanciar mais dos notáveis.
E, a verdade é que apesar de ter o apoio das bases, quem faz pressão mediática são as figuras do aparelho. Os Marcelos, os Aguiares Brancos, os Rios, esses todos que, de tanto baterem, feriram de morte a liderança Menezes/Santana. Ao actual líder de pouco vale o conforto de saber que o militante comum está com ele. A contestação exercida pela minoria ‘notável’ bastou para o desgastar a si, aos seus apoiantes e às suas políticas.
Depois de dois anos a perseguir Mendes, o caçador tornou-se na presa e Menezes deixou o cargo pelo qual sonhou tanto tempo.
Sócrates continua aliviado mas, e em função daquilo que se decidir no acto eleitoral, poderá vir a ter maiores razões de preocupação no futuro. Agora, é esperar e ver.
Para mais, ver aqui.
