Xavi

Junho 29, 2008

A Espanha é campeã da Europa e muitos dos seus jogadores espalharam classe pelos relvados austríacos – a equipa não chegou a jogar na Suíça. A começar na baliza, o irrepreensível Casillas afirmou-se como um digno sucessor de Buffon enquanto melhor nº1 do Mundo. Na defesa, Sergio Ramos, Puyol e Marchena garantiram a segurança e coesão de que a equipa precisava, assentando a máxima de que o melhor ataque está na defesa.

Marcos Senna e Iniesta foram enormes no meio-campo, tal como desconcertantes e endiabrados estiveram Villa (mais) e Torres (que final!).

Porém, houve um jogador espanhol que deixou mais classe, mais qualidade, mais empenho, mais dedicação, mais atitude e mais sacrifício em campo. Falo de Xavi, claro. O patrão do meio-campo do Barcelona afirmou-se neste Europeu como um jogador de requinte, de um porte fora do vulgar e com uma capacidade de entender e relacionar-se com a bola fora do vulgar. Atributos que o tornam no melhor jogador do torneio. Pelo menos, de acordo com a forma como eu vi este Euro 2008.

Xavi não era uma jovem promesssa que procurava a prova para se mostar ao Mundo. Era já uma certeza. Já sabíamos que ele jogava muito bem. Agora, não tínhamos, pelo menos eu não tinha, a certeza de que se tratava de um jogador de classe e estatuto mundial. Neste mês de futebol, o craque do Barcelona confirmou credenciais e conduziu a Espanha, passo a passo, ao título Europeu. Belo jogo. Belo Euro. Grande jogador. Enorme. Será que estaria interessado em vir jogar para o Benfica?

Michael Jackson é Deus

Junho 27, 2008

A little kid asks his father, “Daddy, is God a man or a woman?”

“Both son. God is both.”

After awhile the kid comes again and asks, “Daddy, is God black or white?”

“Both son, both.”

“Daddy, does God love children?”

“Yes son, he loves all children.”

The child returns a few minutes later and says, “Daddy, is Michael Jackson God?”

Insólito

Junho 26, 2008

O caso da agressão no “tribunal” da Feira é incrível. Num país civilizado, democrático e onde vigora a lei, ver que dois dos arguidos tiveram a oportunidade para agredir dois membros do colectivo de juízes, após a leitura da sentança, tem tanto de rocambolesco como de extremamente sério e desgastante para a imagem da justiça e da segurança dos tribunais em Portugal.

Fica só a pergunta: como foi isto possível? 

Em 2006, Barack Obama discursou ao grupo cristão e liberal “Call to Renewal”. Durante a sua conversa com os fiéis presentes, o futuro candidato Democrata às eleições americanas deu a entender que seria impraticável governar o país apenas com base nas passagens da Bíblia. Obama foi mais longe e deu três exemplos para ilustrar essa impossibilidade.

Ora, agora um dos líderes da Igreja Evangélica americana, James Dobson, vem a público criticar essa posição de Obama, esclarecendo que o candidato se socorreu a passagens do Antigo Testamento que em nada servem nos dias de hoje, uma vez que a Palavra ensinada é aquela que vem no Novo Testamento.

Não deixa de ser interessante que esta é a segunda ofensiva ‘religiosa’ contra Barack, depois dos problemas com o seu pastor e antigo líder espiritual, o reverendo Jeremiah Wright. Ou seja, não tem sido a questão da raça a vir ao de cima, nem grandes assuntos políticos. Aquilo que se discute é a religião e são as convicções do homem que quer mudar a América.

Ler mais aqui.

Um azar nunca vem só

Junho 22, 2008

A cidade de Grand Tower, no Estado do Illinois, é, de acordo com uma reportagem publicada na revista ‘Time’, a cidade mais “azarenta da América”. Situada precisamente na área correspondente à “Nova área sísmica de Madrid”, uma das mais violentas do continente americano, a cidade é constantemente atacada por cheias e os terramotos não são invulgares.

Agora, com a subida do Mississippi, o perigo de a cidade ser atacada pelas águas deixou de ser possível; é, nesta altura, certo que a cidade de Grand Tower vai sofrer com a subida do nível das águas.

Para ajudar à festa, o Governo Federal retirou o seguro contra as cheias. De acordo com as autoridades, se as populações de Grand Tower não se esforçam para fazer as melhorias necessárias e recomendadas em estudos conduzidos pela FEMA (Federal Emergency Management Agency) e que passam pelo levantamento de alguns prédios em relação ao nível médio das águas do rio, então o dinheiro dos contribuintes americanos não será gasto para ajudar essa cidade.

O problema é que Grand Tower é das cidades mais pobres da América. Muitas pequenas cidades com as quais desenvolvia relações de comércio foram desaparecendo, graças a calamidades como as cheias. Para se ter uma ideia, o último restaurante da cidade fechou em… 1993, data da última grande cheia.

Sem ligação à Internet nem livrarias por perto, restam à cidade pequenos negócios familiares e habitações avaliadas em $ 20.000.

De acordo com as últimas informações, as cheias do Mississippi estavam a apenas a duas horas de distância de Grand Tower. Vinte e um condados do Illinois e todo o Estado do Mississippi foram declaradas “áreas de desastre”. Os diques que aguentam o Rio Mississippi já têm várias fissuras.

“Desejamos pelo melhor, mas estamos à espera do pior”, diz o ‘mayor’ de Grand Tower, Burke Ellett. Se as águas destruírem a cidade, provavelmente não haverá dinheiro para a reconstruir.

“Somos apenas uma cidade que tenta sobreviver e não temos dinheiro para as reparações exigidas pelo Governo”, disse o presidente da câmara à Time. A única assistência que está assegurada é alojamento temporário e alimentação, caso a cidade seja afectada pelo temporal. Situação à qual responde, de forma cínica, o presidente Ellet “Isso é que é muito humanitário”.

Durante os próximos dias, as pessoas de “Grand Tower” vão estar à espera do Mississippi. Depois, veremos se restará alguma coisa pela qual valha a pena esperar.

Já não há palavra

Junho 21, 2008

Cristian Rodríguez comprometeu-se com o Benfica. Mais, o cebola, como é conhecido, jurou a pés juntos que em Portugal só no Benfica – quer dizer, ele só disse isto depois de ter admitido ficar contente pelo interesse do FCP, mas logo veio garantir que não jogava noutro campo que não a Luz.

Há várias semanas que se pode ler na imprensa desportiva que o jogador estava contratado, faltando apenas que os seus empresários viessem a Lisboa assinar o contrato e ceder a parte que detêm do passe.

Porém, essa viagem ia sendo sucessivamente adiada. Agora sabe-se por que motivo: os agentes de Rodriguez estavam a negociar com outros clubes, incluindo o FCP. Ou seja, depois do jogador ter acordado um contrato com o Benfica, os empresários continuaram a negociar com terceiros.

Chegado a um acordo com os dragões, os empresários passaram a bola para Cristian. O uruguaio terá ligado a Rui Costa e pedido para o Benfica igualar os números. O nosso ‘10′ não o fez. Cristian Rodriguez será jogador do FCP.

A meu ver, o Benfica fez bem.  Rodriguez é bom, mas não ao ponto de merecer uma locura financeira para o manter. Mais, se o jogador falou com o FCP, é porque não estava completamente dedicado ao projecto Benfica. É um profissional, e tomou uma escolha profissional. Não tem é palavra.

Pode dizer-se que o Benfica teve uma época inteira para fechar este negócio e que o deixou fugir. É verdade. Segurar Rodriguez antes do final da época teria sido mais fácil e, talvez, barato. Porém, as indefinições em torno do futuro da administração do futebol não deram grande espaço de manobra ao Benfica.

Situação capitalizada pelo FCP. Sendo óbvio que esta contratação não se encontra alheada da polémica jurídica em torno da presença na Champions, o namoro de Pinto da Costa com os empresários de Rodriguez deverá ter começado há muito tempo. E, no momento certo, os campeões nacionais finalizaram toda a situação.

Para não dizer que contratar um jogador ao Maior clube do Mundo cai sempre bem, principalmente quando uma das referências do clube já abandonou o Dragão – Paulo Assunção – e as outras suplicam pelo bilhete de partida do Porto – Lucho e Quaresma, principalmente.

Agora, resta-me desejar ao Rodriguez a mesma sorte que tiveram Panduru, Kenedy, Pedro Henriques, Hugo Leal e Sokota na cidade do Porto.

Vamos engravidar?

Junho 20, 2008

“Miúdas, vamos engravidar?” Terá sido, mais ou menos, assim que 17 alunas do liceu de Gloucester, no Estado do Massachusetts, nos EUA, decidiram ficar grávidas. Namorados, amigos de ocasião e até um sem-abrigo (alegadamente, a troco de uma garrafa de teor alcoólico) são os futuros papás destas crianças.

A escola em causa é uma das pioneiras no acompanhamento de adolescentes grávidas. Adoptando uma política de não-exclusão, a escola oferece às alunas um centro de acompanhamento médico da gravidez e, após o nascimento dos rebentos, há também um serviço de ATL para as mamãs deixaram os meninos e irem para as aulas. A escola, inclusivamente, dedicava um dia por ano às “mães adolescentes”, deixando-as levar as crianças para as salas de aula e partilharem a sua experiência com os outros alunos.

Alegadamente, depois de terem visto o ‘tratamento’ prestado a uma colega que engravidara, um outro grupo de alunas terá decidido engravidar para beneficiar das mesmas regalias. Nenhuma tem mais de 16 anos.

A escola, depois deste surto de gravidezes, decidiu investigar se haveria alguma coisa que associasse todos os casos. E, de facto, concluiu que se tratou de um pacto entre as estudantes. 17 engravidaram, enquanto muitas outras tentaram sem sucesso.

De acordo com o director da escola, Joseph Sullivan, as estudantes após realizarem os testes de gravidez, e estes saírem negativos, aparentavam estar “mais tristes do que contentes”. Esse terá sido um dos motivos que despertou a atenção dos responsáveis.

O pacto já terá, pelo menos, três meses, altura em que o jornal local, o “Gloucester Daily Times”, chamou a atenção para o aumento do número de estudantes grávidas e a existência de um acordo de gravidez entre as alunas.

Na CNN, um dos responsáveis pelos programas educativos no Estado de Massachusetts, tal como a responsável pelo ATL da escola explicam a forma como eles vêem este caso. Para ver, aqui.

A Lei do mais forte

Junho 19, 2008

Portugal perdeu contra a Alemanha a possibilidade de disputar a terceira meia-final consecutiva de um Europeu de futebol. A derrota por 2-3 perante os germânicos, apesar de custosa, não deixou de ser justa.

A Alemanha foi a equipa mais inteligente. Percebeu quais eram os pontos fracos de Portugal e anulou-os. Melhor do que isso, entendeu por onde podia entrar na defesa nacional e conseguiu-o com êxito.

Por exemplo, a colocação de Schweinsteiger no lado direito do ataque tinha por objectivo explorar as debilidades de Paulo Ferreira. Podolski à esquerda ajudava Lahm a anular Simão. Com Ronaldo sempre vigiado de perto por dois adversários, sobravam Deco e Nuno Gomes, os melhores jogadores da Selecção – ao lado de Pepe – para criar os desequilíbrios.

Deco conseguiu criar muitos espaços para colocar a bola e Nuno Gomes abriu imensos buracos na defesa alemã, que deveriam ter sido melhor aproveitados por Simão e Ronaldo. Não foram e como quem não marca arrisca-se a sofrer, Portugal sofreu em quatro minutos. Foram dois golos que resultaram de dois erros crassos: falta de pernas de Paulo Ferreira para acompanhar Schweinsteiger e má colocação de Pepe – único erro na partida – no primeiro golo e total desconcentração defensiva, piorada pela notória falta de confiança de Ricardo, incapaz de se sair em termos a um cruzamento, no lance do golo de Klose.

O golo de Nuno Gomes permitiu acalentar esperanças, dizimadas após o falhanço de Ricardo e do árbitro, pois no lance do terceiro golo as culpas são a repartir pelos dois: se é verdade que Paulo Ferreira é carregado por Ballack, não é menos verdade que Ricardo saiu muito mal dos postes. Aliás, ao longo dos três jogos foi evidente o desacerto do guarda-redes, assim como a falta de empatia com os colegas.

Muito se vai falar da arbitragem para explicar esta derrota. E, apesar de não ser legítimo atribuir todas as culpas a Peter Frojdfeldt, a verdade é que o árbitro sueco esteve mal. E, esteve mal porque não manteve um critério linear, admoestando faltas para um lado – normalmente o alemão – e deixando jogar quando se invertiam as camisolas dos protagonistas da acção. O lance do terceiro golo alemão é capital, mas várias outras faltas e admoestações foram evidência de alguma falta de critério.

A UEFA deve olhar com atenção para a arbitragem deste Europeu. De muito mau nível e, em alguns casos, a roçar o medíocre. Pior do que isso, nota-se que o peso das Federações está a voltar ao terreno de jogo, com as mais fortes a ter alguns benefícios em contraste com as associações mais pequenas.

Porém, e voltando ao essencial, Portugal despede-se da Suíça por culpa própria. A equipa tinha mais futebol do que a Alemanha, mas nunca conseguiu mostrar que era superior. Deixou-se envolver na teia montada pelos germânicos e dela só saiu a espaços, normalmente quando Deco pegava na bola. Ronaldo? Nem vê-lo.

Terminou o reinado Scolari e a pergunta tem de ser feita: qual o legado do brasileiro? A meu ver, a grande conquista de Scolari foi a conquista da empatia do povo português com a selecção. Desportivamente, não creio que deixe grandes resultados: um segundo lugar num Europeu que era para ganhar, um quarto lugar num Mundial, uma péssima qualificação para o Euro 2008 e uma presença a roçar a desilusão na prova, com 2 derrotas em 4 jogos – não nos esqueçamos que o próprio Scolari colocou a fasquia nas meias-finais.

Com resultados destes em Inglaterra, não durará muito tempo no Chelsea.

Os Boston Celtics garantiram o seu 17º título da NBA. São a equipa com mais vitórias na prova, e a conquista de 2008 é a primeira desde 1986. Durante estes 22 anos, o domínio da NBA passou pelos Lakers de Magic, os Bulls de Jordan, regressou aos Lakers de Kobe e Shaq e parecia ter estancado nos Spurs de Duncan e Parker.

Agora, o “Big 3″, constituído por Pierce, Garnett e Allen conduziu os verdes de Boston à vitória final. Foi no sexto jogo da final contra os Lakers de Kobe e Gasol. No final, ficou 4-2, sendo de destacar que os Celtics ganharam os 3 jogos disputados no Boston Garden e ainda foram ganhar um ao Staples Center, de Los Angeles.

Numa final pautada pelo equilíbrio, e onde ambas as equipas venceram jogos após maravilhosas recuperações, venceu aquela que conseguiu ser mais espectacular e, ao mesmo tempo, consistente. Aliás, o resultado do sexto jogo, 131-92 acabou por ser o mais desnivelado da série, onde Paul Pierce foi enorme.

Pierce, aliás, merece este título mais do que ninguém. Depois de anos em que os Celtics nem aos palyoff foram, teve oportunidade para sair mais pediu para ficar e para a equipa se reforçar. Desta vez,os donos do clube acederam e foram em grande contratar Kevin Garnett – que teve com um pé nos Lakers – e Ray Allen.

Os resultados estão aí. O 17º título do Mundo é dos Celtics, os verdinhos de Boston. Aliás, como eu já tinha previsto em Agosto.

Alemanha

Junho 16, 2008

Segue-se a Alemana na caminhada rumo a Viena. Medo?