Just say yea

Setembro 30, 2008

As bolsas norte-americanas estão, nesta altura, a negociar em terreno positivo. Porquê? Apenas porque ainda restam algumas esperanças de que o Plano Paulson seja aprovado em Washington.

E, a verdade, é que as nossas contas bancárias precisam de ver esse plano aprovado. Por isso, aos representantes Republicanos se lança o apelo: na altura em que o ’speaker’ perguntar qual a posição perante o plano, que digam todos “yea” em vez de “nea”.

“U.S. stocks rose as growing expectations that lawmakers will salvage a $700 billion bank- rescue package helped the Standard & Poor’s 500 Index recover almost a third of yesterday’s 8.8 percent drop.

JPMorgan Chase & Co., Citigroup Inc. and Goldman Sachs Group Inc. advanced more than 5 percent as Democrat and Republican congressional leaders said a bailout deal would eventually pass after its rejection spurred the S&P 500’s biggest plunge in two decades. Hess Corp. and Occidental Petroleum Corp. rose almost 7 percent as speculation the legislation may be revived boosted oil prices following a $10-a-barrel drop yesterday.”

Acabei de ver um anúncio a propósito do concerto de Aimee Mann no Coliseu de Lisboa, no dia 18 de Outubro.

Por curioso que possa parecer, na dita publiciade, não aparece uma imagem da cantora. Em vez de grandes planos de Aimee Mann, aquilo que nos é dado a ver é um videoclip da cantora, pintado com imagens do filme “Magnolia”.

A obra de Paul Thomas Anderson foi um dos grandes filmes de 1999 e deixou uma forte impressão sobre todos aqueles que o viram.

Aliás, depois de ver a promo ao concerto de Aimee Mann, não fiquei com grande vontade de ver o concerto da cantora. Fiquei foi cheio de vontade em voltar a ver o filme, particularmente a cena em que as personagens se juntam em profundo êxtase depressivo, trauteando o fantástico “Wise Up”.

Tropic Thunder

Setembro 29, 2008

Preparem-se para um festival de gargalhadas. “Tropic Thunder” é a melhor comédia que tem passado pelos cinemas nos últimos tempos.

Não me recordo da última vez que me ri tanto ao ver um filme. Ben Stiller apresenta-nos uma comédia satírica ao melhor nível, claramente superior aos últimos filmes em que participou e numa dinâmica semelhante à de “Zoolander”.

Aliás, essa comparação só é possível porque ambos os filmes procuram fazer comédia com um estilo de vida, uma forma de estar.

Se, em Zoolander a veia satírica é toda direccionada para o Mundo da moda, em Tropic Thunder a principal observação cómica vai para aqueles actores que se levam um bocadinho a sério de mais, ao ponto de entrarem na pele da personagem, confundindo-se sobre onde acaba um e começa o outro, o que é real e o que é ficção.

A personagem de Robert Downey Jr. é a que faz isso de forma mais descarada, transformando-se um actor australiano num negro do Sul dos EUA.

Mas, de uma forma ou de outra, todas ’sofrem’ do mesmo mal e a personagem de Stiller procura, por tudo e por nada, afirmar-se como um actor “a sério” depois do ‘flop’ de “Simple Jack”, em que interpretou um atrasado mental. De acordo com Kirk Lazarus (Downey Jr), não foi levado a sério porque foi “total retard” e toda a gente sabe que para conquistar o reconhecimento da Academia “you never go full retard”.

Entre actores em queda na carreira, a outros que querem ser levados a sério, a outro que quer fazer dinheiro e a um miúdo que apenas quer dar umas quecas à conta do filme, os personagens de Tropic Thunder são largados na selva vietnamita, esperando-se que as suas reacções “genuínas” funcionem melhor do que a representação mais tradicional. A intenção é assustá-los, levando-os a pensar que estão numa guerra “a sério”. Os problemas começam quando os actores são largados no meio de uma “guerra a sério”…

Para além de ter piada, algo que deve ser intrínseco a qualquer comédia, o filme está muito bem realizado e pensado. Antes da acção propriamente dita, somos presenteados com quatro trailers que nos mostram quem são as personagens principais: o “rapper” Alpa Chino, o comediante flatulento Jeff Portnoy, o “action hero” Tugg Speedman e o penta vencedor de Óscar Kirk Lazarus.

As cenas na selva são fantásticas e há várias surpresas no elenco, para além de um Nick Nolte fantástico, de um Matthew McConaughey surpreendentemente engraçado e à vontade num papel ridículo e de um Tom Cruise irreconhecível. Tobey Maguire, Jennifer Love Hewitt, John Voight, Jason Bateman, Alicia Silverstone e Lance Brass também aparecem no filme, ainda que quase de relance.

Tropic Thunder é um filme muito engraçado, muito bem feito e com um elenco de luxo. Depois de “Doidos por Mary”, Zoolander e “Meet the Fockers”, Ben Stiller pode ter aqui o seu quarto mega-sucesso. Neste, tal como em Zoolander, junta elogios pela sua representação e realização.

A melhor forma de sintetizar o filme é ir “roubar” esta curta sinopse ao imdb: “The movie they think they’re making… isn’t a movie anymore”.

Why Johnny, why?

Setembro 26, 2008

John McCain disse não ao Plano Paulson. Para apoiar o seu candidato, e como Bush até já está à procura de casa nova, o Partido Republicano foi atrás e rejeitou a proposta que previa a injecção imediata de 700 mil milhões de dólares pela Reserva Federal Americana no mercado.

Na reunião do tudo ou nada, não aconteceu mesmo nada com Bush, Obama e os Democratas a querer avançar com o plano e com McCain e os Republicanos a rejeitá-lo. Como a proposta tem de ser aprovada pelo Congresso, e aí os Republicanos ainda têm uma palavra decisiva, o plano ainda não recebeu luz verde.

Entretanto, os bancos e restantes instituições suspiram pelo dinheiro prometido e os Republicanos apresentam um plano alternativo que, na sua essência, é quase igual ao de Paulson. A maior diferença – e bem significativa – é que a injecção do dinheiro será gradual e não imediata.

John McCain apostou forte na sua posição em toda a crise. O candidato propôs a suspensão da campanha e o adiamento do debate com Obama, enquanto se dirigia para Washington para tratar da crise. Obama, que rejeitou qualquer alteração nos planos, até acabou por ir para Washington, mas o debate está marcado. McCain já partiu para o Mississippi, mas pelo menos ‘forçou’ Obama a ir à capital.

Se conseguir passar uma imagem de força e de defesa do interesse dos cidadãos, McCain pode ganhar bastante com esta crise financeira. Numa altura em que Barack já aparece à frente das sondagens, o veterando do Vietname não tem muito tempo para se mostrar e tornar no mais velho candidato a vencer as eleições para a Casa Branca.

Conseguirá?

Save us

Setembro 25, 2008

Não, este post não é alusivo ao novo “gimmick” do Chris Jericho – aos meses que eu queria fazer uma piada ou analogia com o wrestling.

Na verdade, trata-se da divulgação de um vídeo de Sarah Palin em pleno ritual religioso de condenação de Satanás.

Suponho que seria pior se fosse ao contrário, ou seja, com a bondosa Governadora a louvar Lúcifer, mas este episódio não deixa de estar num assinalável nível de caricato.

Para ver, ouvir e ler aqui.

Marques Mendes lança hoje o seu livro. “Muda de vida” é o nome. O ex-líder do PSD escreve sobre o país e como ele resolveria os problemas de Portugal, caso se sentasse na cadeira do poder.

Porém, Mendes fez questão de sublinhar que não se trata de um ataque ao PSD e, muito menos, a Manuela Ferreira Leite. “Não fiz um livro para o PSD. Estou fora da política activa e assim vou continuar”, disse aos microfones do RCP.

É verdade que Mendes foi sempre um líder simpático mas que nunca levaria o PSD a São Bento. Fosse pelo tamanho, fosse pelo discurso, o máximo a que Luís Marques Mendes poderia almejar era a restituir alguma credibilidade ao partido, muito graças à sua política de “exclusão” dos autarcas arguidos.

Por não ser popular perdeu para Menezes; por ter perdido para Menezes, ficou com ódio a Ferreira Leite – que não o ajudou como ele esperava. Agora, que a “Dama de Ferro” de Durão está a tentar acabar a maratona iniciada por Mendes – e procura, realisticamente, apenas retirar a maioria absoluta ao PS -, o ex-líder publica um livro com “sugestões para o país”.

Quer seja pelo “timing”, quer seja pelo conteúdo da publicação, o facto é que é impossível não ler “amargura” ao longo das muitas palavras que vão compondo “Mudar de Vida”.

E, amargura pela vida que levou durante dois anos, arcando com a herança Santana e perdendo a cabeça com a ala populista do PSD, enquanto Manuela e Rio o deixavam queimar, esperando pelo momento certo para atacar, foi o que motivou Marques Mendes a aparecer em público para dizer aos portugueses que se os malvados do PSD o não tivessem afastado e se os ingratos dos eleitores não olhassem apenas para a sua altura e pronúncia nortenha, era assim que ele salvaria o país do pântano e compraria umas cuecas da avó para substituir a tanga do tempo de Ferreira Leite nas finanças.

Mas, como Mendes não vivia satisfeito, mudou de vida. E, fez bem.

Um dia depois de ter sido destronado como “Homem mais rico dos EUA”, Warren Buffet fez aquilo que qualquer multimilionário mundano faria: comprou 5 mil milhões de dólares em acções da Goldman Sachs, um banco de investimento que muito a custo evitou a falência depois da recente crise financeira.

Buffet, o segundo homem mais rico da América, comprou as acções através da sua companhia, a “Berkshire Hathaway, Inc”.

Eu também, se tivesse 5 mil milhões de dólares à mão, acabado de perder a liderança na lista dos mais ricos (orgulho, o orgulho a falar) e visse que o mercado estava sedento de capital – o que pode significar ganhos futuros – fazia o mesmo que o bom do Buffet.

Aliás, com uma tirada apenas, Warren Buffet “justificou” o seu investimento: “Eu prefiro comprar coisas. Caso contrário, é um pouco como guardar o sexo para os anos de velhice”.

E, quem fala assim, é multimilionário.

Mais aqui.

A primeira custa sempre…

Setembro 23, 2008

Depois da primeira vitória no campeonato, a carreira do Benfica ficará imparável. Prevejo que, após os três pontos conquistados em Paços de Ferreira, a equipa da Luz vença os jogos todos no campeonato, marcando em média 15 golos por partida, sofrendo 13 – enquanto o Quim for titular da Selecção.

E, o melhor marcador será o Nuno Gomes que pulverizará todos os recordes, chegando a marcar 50 golos numa temporada, ganhando a bota de Ouro e roubando a Bola de Ouro a Ronaldo.

Ou isto, ou ficamos em 3º a alguns pontos do primeiro e para o ano começa tudo de novo. Até lá, fiquemos com um alegre espectáculo de futebol e dois belos golos do Benfica – primeiro e último.

Google Chrome

Setembro 22, 2008

Num dia em que as grandes notícias foram a aparente aceitação da inevitável falência da Alitalia e a baixa nos combustíveis, a minha notícia do dia é o anúncio do novo browser do Google, o “Google Chrome”.

O Chrome será adversário directo do Explorer, Firefox entre outros serviços de navegabilidade online.  

O produto estará agora a ser testado por utilizadores “imparciais”, depois de uma primeira fase de ensaio interno do Google Chrome.

Uma das novidades, é que este browser foi feito a “pensar” na Apple. Melhor, usando a mesma linguagem do “Apple Safari”, o Google Chrome pretende ser um significativo update desse sistema.

E já pode ser descarregado aqui.

“Google Inc’s new browser software is designed to work “invisibly” and will run any application that runs on Apple Inc’s Safari Web browser, company officials said on Tuesday.

The company said the new Web browser, dubbed Google Chrome — a long-anticipated move to compete with Microsoft Corp, Mozilla Firefox and other browsers — is now available for download at www.google.com/chrome/.

The public trial of the Google browser will be available in 43 languages in 100 countries, Sundar Pichai, Google’s vice president of product management said at a news conference at the company’s Mountain View, California headquarters.

“You actually spend more time in your browser than you do in your car,” Brian Rakowski, group product manager for the browser project, said of the significance of offering a faster browser and forcing greater competition in the market.”

Quem consegue resistir?

Setembro 19, 2008

Al Pacino + Robert De Niro = Righteous Kill. O filme não é, segundo os críticos que já o viram, uma obra prima mas vale pela possibilidade de ver dois mestres em acção.

Durante vários anos se especulou sobre se alguma vez estes dois actores estariam juntos em cena. No “Padrinho II” isso não aconteceu e em “Heat” soube a pouco.

Agora, em Righteous Kill, os dois são polícias a trabalhar lado a lado em busca de um assassino que julgavam ter prendido anos antes.

O enredo pode não parecer muito prometedor, mas um filme com De Niro e Pacino vale sempre a pena.