Ringo, don’t let me down

Outubro 14, 2008

Ringo Starr pediu aos fãs para não lhe mandarem mais cartas. O baterista dos Beatles emitiu um comunicado em que pede às pessoas para deixarem de mandar cartas a partir de 20 de Outubro.

O músico disse estar muito ocupado e que responder a todas as cartas ocupa demasiado tempo. Por isso, Ringo já avisou que qualquer correio de fãs que chegue depois de 20 de Outubro não será respondido.

Não só Ringo pede para que os fãs deixem de enviar cartas, como suplica a todos os interessados em lembranças dos tempos dos Beatles que parem de as pedir.

Para esse efeito, os fãs que ainda estejam tentados a contactar Ringo são aconselhados a voltar a sua atenção para a lista de objectos à venda no site do baterista, desde t-shirts, a camisolas e mochilas com a assinatura Ringo Starr.

Confesso que nunca enviei uma carta de fã e, mesmo que estivesse tentado a fazê-lo, Ringo Starr não seria o destinatário. No entanto, não posso deixar de ficar pasmado perante um comunicado desta natureza, de alguém que fez nome ao lado de alguns dos maiores músicos do século XX e fez parte de um movimento que para sempre marcará a música pop.

Não pretendendo comentar muito mais a decisão do baterista, não deixa de ser relativamente insólito um músico pedir aos seus fãs para deixarem de lhe enviar correio – para além de achar que é uma decisão que vai contra tudo aquilo que a música dos Beatles simbolizava e aquilo que pretendia representar, isto é, proximidade entre as pessoas, maior compaixão e compreensão mútua… Peace and love, portanto – aproveitando, ainda assim, para fazer propaganda ao seu próprio merchandising.

Enfim, os tempos de “Revolver” e “Rubber Soul” já vão muito longe, não é?

Here comes Barack

Outubro 14, 2008

Aquilo que há uns tempos pareceia seguro, depois complicou-se, passou por uma fase em que era extremamente improvável e agora parece ser tão certo quanto o Plano Paulson ser aprovado à primeira na Câmara dos Representantes: Barack Obama tem óptimas possibilidades de vir a ser eleito presidente dos EUA.

De acordo com todas as sondagens nacionais, o candidato democrata surge à frente de John McCain. A sondagem que lhe atribuiu a vantagem mais pequena é a da Reuters/CSpan/Zogby Tracking, que dá 4 porcento de vantagem a Obama. Por outro lado, a sondangem da Newsweek é a que oferece uma vantagem mais ampla a Barack, cifrando a diferença para McCain em 11 porcento.

Nem tanto ao mar, nem tanto à terra, Barack Obama é o candidato favorito à vitória nas eleições americanas, mas a margem do candidato não deverá ser tão grande quanto a sondagem da Newsweek prevê.

No entanto, essa vantagem existe e a fazer fé nas informações da imprensa americana deve chegar para devolver a Casa Branca aos Democratas. As grandes questões passam por perceber se Obama tem a habilidade política necessária para manter essa vantagem ou se McCain é capaz de puxar um coelho da cartola e surpreeender o eleitorado.

Até esta altura, Barack, por instinto ou aconselhamento, tem sido capaz de manter a sua visão de mudança e insistir na culpa dos Republicanos por toda a crise financeira que atacou o país, conseguindo com isso reunir apoios significativos em estados com alguma predisposição para votar no partido vermelho.

McCain, depois do flop da escola Palin, não conseguiu distanciar-se de Bush o suficiente para provar ser um upgrade do actual presidente. Não fez as melhores escolhas ao nível da estratégia de campanha e perdeu grande parte do fulgor que a Convenção Republicana lhe deu.

Entre os dois candidatos, quem fizer melhor o seu papel, ganha em Novembro. Nesta altura, tudo aponta para Barack. Tem John McCain o estofo necessário para contrariar a tendência geral? A resposta a esta pergunta fica para 4 de Novembro.