W.
Outubro 15, 2008
Numa altura em que se fala mais de quem vai entrar para a Casa Branca do que de quem está na Casa Branca, chega às salas de cinema “W.”, o mais recente projecto de Oliver Stone.
O filme que não pretende ser uma avaliação qualitativa do mandato de George W. Bush, mas antes uma biografia do actual presidente dos EUA.
Apesar de ser um assumido liberal, Stone não quis fazer política e ficou-se pela narrativa da história de um homem “normal” e dos caminhos que ele precorreu para se tornar no Presidente da maior potência mundial.
No papel de George Bush aparece Josh Brolin, que esteve recentemente no brilhante “No Country For Old Men” e no meu personal favourite “Planet Terror”, e que também já disse publicamente que não queria fazer política com este filme.
Oliver Stone, que nos trouxe filmes brilhantes como “Midnight Express”, “Scarface” (estes dois enquanto argumentista), “Platoon”, “Born on the fourth of July” e “Nixon” é também o responsável por algumas coisas bem menos interessantes, como “The Doors”, “Any Given Sunday” e o mais recente “Alexandre”.
Não sei o que esperar de “W.”, mas tenho uma ideia da comoção que poderá provocar, ainda para mais numa altura de eleições que coincide com a saída de cena de Bush, que se aguentou na Casa Branca durante 8 anos, mais quatro do que o seu pai, “delfim” de Reagan.
Ontem, Berlusconi dizia que a história vai mostrar que Bush foi um grande presidente. Não tenho tanta certeza e acho mesmo que a história vai sempre olhar para os 8 anos de Bush como um dos períodos mais miseráveis dos EUA, quer do plano humano, quer do lado político, social e económico.
Mas, aparentemente, nada disso interessa para apreciar “W.”. O mais importante é mesmo perceber que se trata apenas de uma história de um homem que foi puxado para fazer uma coisa que não queria fazer, para a qual não tinha jeito mas que não conseguiu resistir à pressão da família.
Enfim, “W.” é uma história de depressão e tristeza. Terá alguma coisa a ver com estes últimos oito anos?
Grateful Dead com Obama
Outubro 15, 2008
Os Grateful Dead, banda de culto dos anos 60 e 70 nos EUA, voltou aos palcos para apoiar Barack Obama, num concerto que serviu para angariar fundos para o candidato democrata.
Os Dead juntaram-se aos Allman Brothers para refazer um alinhamento de sonho que encheu noites a fio o Fillmore East.
Pessoalmente, não me importava nada de voltar a ouvir ”Me & Bobby McGee”, “Truckin” ou “Hard to handle”, mas a música de que eu gosto mesmo é “He’s Gone”.