Luís Filipe Vieira e Rui Costa estiveram hoje em Manchester a negociar o regresso de Sven Goran Eriksson ao Benfica, já na próxima época. E, ao que tudo indica, o actual treinador do Manchester CIty vem mesmo. É o retorno do último treinador revolucionário no futebol do Benfica, o homem que levou o Glorioso a duas finais europeias e a três campeonatos nacionais.
Verdade que os tempos são outros e a realidade de hoje é bem diferente da de 82, mas o bom Sven está de volta. Vamos ver com quem vai trabalhar, referindo-me a jogadores mas também à estrutura técnica - quem será o adjunto? Já se falou em Toni, Mozer e Chalana - e directiva do Benfica 2009.
Escolhendo um estrangeiro, não se escolhe alguém sem qualquer noção da realidade do futebol português, o que é um bom sinal. Tal como bom sinal também é o facto de Rui Costa ter estado envolvido na negociação, significando que esta também é uma aposta sua. Não acho tão positivo que o jogador do Benfica tenha ido a Manchester a meio de uma semana de jogo, mas tendo em conta a especificidade do seu actual e futuro papel na Luz, aceita-se.
Vem aí Eriksson. Virão títulos?
E chegaram aos 31
Maio 5, 2008
Mas, isto nunca mais acaba?
Maio 4, 2008
Já chega. Nem as certezas dadas pelos jogadores ao treinador bastam para ganhar um joguinho. Antes, não ganhávamos em casa. Agora, nem na Luz nem longe dela. Acabem lá com isto, e vamos começar a pensar na próxim época, com ou sem Champions.
E porque não?
Março 11, 2008
Tira o Pereira!!!
Novembro 8, 2007
Mesmo longe, mas não muito longe, acompanho religiosamente os jogos do Benfica. A maioria das partidas consigo ver em Live Streaming, as outras ouço pelo relato das nossas rádios. De uma maneira ou de outra, ainda não perdi o contacto com a realidade do glorioso.
E, devo dizer, que ver os jogos do Benfica não é uma grande injecção de moral para quem está longe e já um pouco nostálgico. Vitórias sofridas, derrotas inexplicáveis e uma apatia e falta de jeito que assusta o maior coxo.
Seria fácil dizer que a culpa é do Camacho. O espanhol não trouxe com o seu regresso a mesma qualidade e virtuosismo como aquando da sua primeira passagem pelo clube. A equipa não joga tão bem nem mostra a agressividade de outros tempos em campo.
A insistência de Camacho em jogar com jogadores como Maxi Pereira e Binya chega a ser enervante! Está visto que são dois jogadores abnegados e esforçados, mas nem num clube de meio da tabela teriam lugar. Muito menos um lugar assegurado no onze inicial.
Chegar ao ponto de recuar Katsouranis (o melhor médio-defensivo na ausência de Petit) para central prova uma de duas coisas: ou Katsouranis é mellhor do que qualquer outro dos defesas-centrais do plantel, ou Binya é bom demais para ser sacrificado. E como a segunda não pode ser verdade, só resta a primeira.
E, acreditar que Katsouranis é melhor defesa-central, mesmo que adaptado à função, do que EdCarlos, Zoro ou Miguel Vítor levanta uma questão importante: porque se contrataram os dois primeiros e se promoveu o terceiro? Quando se contrata um jogador é porque se trata de uma mais-valia para o grupo. A serem contratados, tanto um como outro teriam de provar serem melhores do que quem já cá estava. Caso contrário, porque razão gastar dinheiro em jogadores para o banco e para a bancada?
Para o banco chegam os jovens promovidos dos escalões de formação. Miguel Vítor já provou que tem potencial mas não joga. E, não joga porque não tem nome. Porque não foi contratado no Brasil. Porque é da casa e os da casa podem sempre ser emprestados para rodar. Mesmo, por exemplo, se no seu último jogo tivesse jogado ao lado de EdCarlos, de o jogo ter sido em Milão e de ter sido o melhor elemento da dupla de centrais.
Mas, para mim, pior do que a insistência em Binya é a aparente veneração por Maxi Pereira. Tal como o camaronês, Pereira é um rapaz esforçado e tal mas não tem um décimo da qualidade necessária para estar no Benfica. A sua presença em campo não acrescenta nada. Absolutamente nada. Estar a jogar a lateral, médio ou ala não acrescenta nem diminui nada à exibição do Benfica. Aliás, até prejudica porque parece que jogamos com menos um.
Deixar Luís Filipe (quando Pereira joga a lateral) ou Di Maria e Adu (quando Pereira joga na ala) no banco quase que dá a entender que a equipa é moldada em função de onde Camacho quer que o uruguaio jogue. É difícil entender quando vemos que a equipa do Benfica é definida tendo em conta a vontade que o nosso treinador tem em jogar com um jogador que simplesmente não tem qualidade, nem real nem potencial, para jogar na nossa equipa.
Não gostava particularmente de Fernando Santos. Mas, pelo menos, ia compreendendo a lógica atrás de algumas das suas decisões e porque motivo mexia na equipa como o fazia. Não concordava, mas percebia a lógica. Porém, com Camacho não percebo nem uma nem outra coisa. O homem muda de táctica em função do adversário, troca de jogadores sem uma linha de raciocínio aparente e faz substituições estranhas. Trocar Rui Costa e Cardozo (falha muitos golos, mas pelos menos dá trabalho e está sempre no sítio certo) por Bergessio e Nuno Gomes revela, para além de falta de visão, ausência de um espírito criativo e capacidade de leitura de jogo.
Não quis trocar o Binya, tirou o Rui. Minutos depois o 18 foi expulso, passamos a jogar com 10 (ainda assim, mais um do que enquanto Pereira e Binya estiveram em campo em simultâneo) e confirmamos a derrota quando tínhamos de vencer para continuar na Liga dos Campeões – porque temos de jogar sempre para ganhar e estar na ‘Champions’ com a nata do futebol.
Camacho gosta de jogar com extremos. O problema é que o plantel foi construído para jogar num 4X4X2 em losango e não há flanqueadores de raiz. Talvez se possa falar no Di Maria e no Rodriguez, mas são ambos esquerdinos. E na direita? Quem joga? Maxi Pereira?
Mas, a culpa não morre em Camacho. Não foi Camacho quem contratou a maioria dos jogadores, nem foi Camacho quem disse que este era o melhor plantel da última década. Nem acredito que tenha sido Fernando Santos a pedir Andrés Diaz e Zoro para a equipa.
Enquanto que o Benfica não tiver um plano para o futebol profissional não vamos lá. O clube apresenta resultados financeiros e económicos interessantes, a aposta nas modalidades é segura e até as camadas jovens começam a oferecer bons resultados – investimento na Academia do Seixal não deve ser ignorado neste aspecto. Mas, o principal negócio do Benfica será sempre o futebol profissional e se esse não apresenta bons resultados não vale a pena dizer-se que se tem um saldo positivo nas contas, porque isso não preocupa em demasia o adepto.
Luís Filipe Vieira tem de passar menos tempo a oferecer o lugar a Rui Costa e mais algum a gerir o futebol do clube. Se perceber que não tem a capacidade necessária para ser o responsável pela pasta do futebol, então sempre pode ceder a mesma a alguém com mais conhecimento do mercado, tempo e vontade.
Qualquer coisa tem de ser feita de modo a que possa ficar orgulhoso e contente de ver o meu Benfica aqui longe, longe de casa.
World Champions
Outubro 29, 2007
Foi esta madurgada que os Boston Red Sox venceram o campeonato de Basebol da Major League Baseball (MLB), o chamado ‘World Series’.
Concordando-se ou não com esta tendência dos americanos para proclamarem os seus campeões como sendo os campeões mundiais – passa-se o mesmo no futebol americano, no basquetebol e no hóquei no gelo – a verdade é que a MLB é a liga profissional de basebol mais conceituada do Mundo, com os melhores jogadores e que movimenta mais dinheiro.
E, desde das 4 da manhã de hoje os Boston Red Sox, a minha equipa, são os Campeões do Mundo, repetindo o feito de 2004 ao vencer na final os Colorado Rockies, precisando apenas de 4 jogos – a série joga-se à melhor de 7 – para consumar o triunfo.
A vitória em 2004 foi a primeira em 86 anos. Agora, passados três anos os Sox voltam ao topo da montanha. Para trás ficaram eleiminatórias renhidas contra os Cleveland Indians – que forçaram o 7º jogo – e Los Angeles Angels.
Agora, Boston está em festa! Festa rija!
O jogo do coração
Setembro 23, 2007
Eu tenho dois amores. É verdade. E, apesar de saber de qual gosto mais, olho para ambos com o máximo carinho, respeito e lealdade. Porém, duas vezes por ano sou forçado a ver esses meus dois namoros a confrontarem-se. A lutarem um contra o outro, procurando infligir dor e tristeza um no outro.
De um lado, o meu Braga. O Sporting Clube de Braga. O clube da minha cidade, da cidade pela qual estou enamorado desde sempre. Saudades que tenho de Braga agora que estou longe dela. Longe das suas igrejas, da Avenida e do seu calorzinho.
Mas, do outro, está o Benfica. O Sport Lisboa e Benfica, o meu clube do coração. As camisolas pelas quais me emociono e comovo. O clube que acompanho desde sempre. A instituição com a qual sofro quando ela sofre, com a qual jubilo quando ela está contente. Só assim se explica que em pleno coração de Manchester tenha gritado golo quando o nosso Nuno marcou o tento de honra em Milão, estando o jogo mais do que perdido.
São dois amores. Os meus amores. E, normalmente, a esta hora estaria a olhar para o bilhete para ir ver o jogo de mais logo. É raro perder um Braga X Benfica. Mas, este ano não dá. Este ano, vou ter de ir assistir ao Manchester X Chelsea, jogo de somenos importância, principalmente após a saída de Mourinho, e que em nada se assemelha à beleza e encanto de um jogo entre arsenalistas e águias.
Que ganhe o melhor. Mas, e perdoem-me os meus conterrâneos, que o melhor seja o Benfica.

