Mas, isto nunca mais acaba?
Maio 4, 2008
Já chega. Nem as certezas dadas pelos jogadores ao treinador bastam para ganhar um joguinho. Antes, não ganhávamos em casa. Agora, nem na Luz nem longe dela. Acabem lá com isto, e vamos começar a pensar na próxim época, com ou sem Champions.
A última trip de Albert Hoffmann
Maio 1, 2008
O criador do LSD, o cientista suíço Albert Hoffman, morreu esta semana aos 102 anos. Ele, que afirmara sempre que a descoberta do LSD fora um engano calculado, foi a primeira pessoa a tripar sob o efeito dessa droga alucinógenia, que viria a marcar a experiência psicadélica dos anos 60.
A 16 de Abril de 1943, estava Hoffmann no seu laboratório a trabalhar no seu 25º composto de dietilamida de ácido lisérgico, ou seja, o LSD-25, criado a partir da ferrugem do centeio. Nesse dia, uma pinga do composto terá caído na sua mão e entrado no seu organismo, ou através de inalação, ou através de absorção da pele. Durante o resto do dia, o cientista foi invadido por alucinações em série. Foi descansar para casa.
No dia seguinte, entrou no laboratório decidido a verificar se as alucinações eram efeito da ’sua’ droga. Tomou uma dose cinco vezes superiror àquela que é necessária para começar a ter alucinações. Receando ficar doente, pegou na bicicleta e iniciou a jornada até casa. A trip apanhou-o a meio do caminho. Para todo o sempre, os fiéis daquela droga, recordarão o dia 17 de Abril como o ‘dia da bicicleta’.
As alucinações desse dia foram particularmente aterradoras, mas no dia seguinte estava em óptimas condições.
Hoffman, que publicou um livro sobre a descoberta do LSD em 1976, “LSD, o meu filho problemático”, foi sempre crítico para com aqueles que, no seu entender, arruinaram a droga. Como, por exemplo, Timothy Leary, um ícone da geração dos anos 60, que advogou a utilização da droga, garantindo os seus fins terapêuticos e espirituais. Por causa desses abusos e dos relatos de trips que correram mal, a droga acabou por ser ilegalizada.
Esta foi a última trip de Albert Hoffman.
Mais aqui.
Sempre Glorioso
Abril 28, 2008
A época do Benfica já atingiu níveis inqualificáveis. O que dizer acerca de uma equipa que nos foi vendida como a melhor da década, que representa o maior investimento actual do futebol português – superior a 30 milhões de euros líquidos – e que sistematicamente falha em apresentar resultados condizentes com a imagem histórica do clube e com a política de comunicação da sua Direcção?
A grande lacuna do Benfica 07/08 começou no topo. Vieira viu mal qual o papel que poderia efectivamente desempenhar no futebol, tentou ser um Pinto da Costa à moda da Luz e revelou-se num digno sucessor de Vale e Azevedo. Do discurso, quase sempre inócuo, nunca saíram coisas boas. No final da primeira jornada mandou uns filetes ao capitão da equipa, em Outubro já apregoava Rui Costa como futuro presidente do Benfica. Correu tudo mal.
Despedir um treinador à passagem da primeira jornada tem tanto de corajoso como de estúpido. Vieira não queria Fernando Santos e sonhava com Camacho. Saiu-lhe pior a emenda do que o soneto. O espanhol revelou-se apático, amorfo e passivo perante tudo aquilo que foi sucedendo. À quinta jornada, Camacho já falava em segurar o 2º lugar.
Mas, Camacho saiu e os problemas continuaram. A equipa joga sem alegria, sem empenho e não consegue deixar os problemas pessoais no balneário. Jogadores como Léo, Rodriguez, Katsouranis, Luisão e Nelson, entre outros, estão, por ordens de ideias diferentes, a contemplar o seu futuro que, na maioria dos casos, não deverá passar pela Luz. Em função do rendimento nesta época, diria que apenas tenho pena de ver partir os dois primeiros.
Em boa verdade, que jogador consegue singrar no Benfica de hoje? Poucos. Andamos enganados com os 21 golos de Cardozo. Com o número de golos que o jogador – cuja aquisição, com a compra da totalidade do passe, ultrapassou os 10 milhões de euros – falha por partida, deveria ter, pelo menos, mais 10. É bom jogador, mas não vale aquilo que se pagou por ele.
Miccoli foi um dos últimos jogadores que, vindo bem referenciado, rendeu claramente ao Benfica. Katsouranis desapareceu esta época, Luisão tem vindo a eclipsar-se desde 2005 e Di Maria teima em não crescer. Mas, num clima de permanente instabilidade, como pode um jogador ter sucesso na actual estrutura do Benfica? Com o balneário de tal maneira exposto, com os jogadores de tal maneira desunidos – que falta faz um capitão a sério – com Rui Costa a desempenhar o papel híbrido de treinador/director e estando o balneário tão exposto, a verdade é que não há condições para os jogadores jogarem aquilo que, potencialmente, sabem.
Em 2005, chegou-se a falar de Lisandro López para o Benfica. O jogador acabou no Porto, mas não foi um sucesso imediato. Teve de trabalhar e crescer até começar a aparecer, paulatinamente, no onze. Hoje, é o jogador mais decisivo da equipa. Os quase 30 golos marcados esta época provam isso mesmo.
Mas, caso Licha tivesse vindo para o Benfica, hoje não seria o jogador que é. Ou, pelo menos, não o seria no Benfica, pois ao fim de 6 meses teria sido despachado. Como foi Bergessio, que eu mal vi jogar.
Na próxima época o Benfica não pode cometer os mesmos erros, sob pena de não poder jamais voltar a reclamar para si o estatuto de equipa grande. A época do Glorioso é, para ser simpático, medíocre. Um clube grande não vive de épocas medíocres. O Barcelona, está a uma distância média do Real, mas ainda está na Liga dos Campeões. Independentemente do desfecho, já se fala em fracasso. Para se ser um clube grande, tem-se de pensar em grande.
Se o clube não optar por mudanças estruturais de fundo, podemos esquecer as próximas épocas. Estes meses têm de servir para reflectir e, posteriormente, agir no sentido de garantir que o Benfica possa ser aquilo que está no seu ADN: Glorioso. Sempre Glorioso.
Iraque em BD
Abril 12, 2008

Mais um da Economist.
I’m f*cking Matt Damon
Abril 11, 2008
É um dos vídeos da moda no You Tube. A comediante norte-americana, Sarah Silverman, vai ao talk-show do namorado, Jimmy Kimmel, para lhe confessar uma coisa: “I’m fucking Matt Damon”, canta a menina.
O “Jimmy Kimmel Show” é um dos talk-shows do momento nos EUA, e no final de cada emissão Jimmy Kimmel agradece aos convidados e pede desculpa a Matt Damon por não ter tempo para o receber. E Damon, depois de anos de gozo por parte de Kimmel, respondeu ao apresentador dormindo com a sua namorada.
Claro que nada disto é a sério e o vídeo vale precisamente porque é bastante engraçado. Para além do carácter sem vergonha da coisa, vemos o próprio Damon em poses cómicas e pouco habituais a confirmar aquilo que, por esta altura, toda a gente sabe: Sarah Silverman anda a dormir com Matt Damon.
Efemérides e ComU(M)nicados
Março 31, 2008
Em Fevereiro O Eclipse fez anos. Na altura, a data não foi devidamente comemorada porque não tinha vontade para o fazer. Assim, mais de um mês depois, reforço o blogue com duas prendinhas de anos: Duas novas páginas!
“O que se diz” e “Boa Boca” são os títulos das duas novas páginas deste blogue que pretendem, no caso da primeira, dar destaque a declarações proferidas no dia pelas individualidades que marcam o nosso quotidiano. Sobre a segunda página, posso dizer que se trata de um breve apanhado de frase célebres proferidas por personalidades também elas (re)conhecidas do público. Acreditem que estão por aqui perdidas algumas pérolas.
Porém, não se fica por aqui este post. Hoje saiu a 5ª edição da versão impressa do ComUM, o jornal universitário do qual orgulhosamente faço parte. Parece algo disparatado festejar cinco edições, mas cada uma delas saiu do nosso corpo - e do PC dele - como produto de muito sangue, suor e lágrimas. Sem apoios institucionais, sem ‘big money’, o jornal lá vai aparecendo e desaparecendo pelos corredores da UM.
O público sabe apreciar um produto com valor e o ComUM é isso mesmo: um jornal de valor, de muito valor.
We’ve got a War to fight
Março 29, 2008
Não estive lá há 10 anos. Não estive lá na quarta-feira. Não estive lá na quinta-feira. Não fui ver Portishead. Não fui ouvir a voz de Beth Gibbons. Não me arrepiei com os acordes estridentes de Geoff Barrow e Adrien Utley.
Há 10 anos não poderia ter ido. Em 1998 andava a seguir demasiado Bryan Adams ou os Corrs para me aperceber dos Portishead – apesar de estar em vias de ‘riscar’ ‘Supernatural’, de Carlos Santana.
Ainda bem que não fui. Não tinha maturidade para perceber, ou tentar perceber, a riqueza presente no sofrimento das letras de Gibbons, nem os arranjos musicais ‘out of this world’ de Barrow e Utley.
Foi só aos 20 anos. Esperei 20 anos para ouvir Portishead. ‘Only You’ foi a faixa que marcou o início da minha relação com Beth. Desde o princípio todo aquele universo sonoro pareceu-me ter tanto de estranho, quanto de fascinante. Comecei a perceber que ouvir Portishead era embarcar numa viagem sem destino e, mais estranho, sem proveniência. Simplesmente, entrava-se na nave, não interessando – nem existindo – qualquer tipo de procedência anterior.
Mas foi com 21 que assumi o meu relacionamento com Beth Gibbons. Em Manchester, lar da Hacienda dos Joy Division e dos Smiths, de Roy Harper e dos Oasis, fui desafiado por um sueco a ouvir ‘Dummy’. Disse-me o rapaz, o único sueco louro que conheci, enquanto mascava uma pastilha de tabaco, que aquele era o derradeiro álbum, a verdadeira experiência musical em que corpo e alma se fundem e fazem um só. Não estava céptico, nada disso, mas custava-me a acreditar que fosse assim tão bom.
Mas é. Dummy é daqueles álbuns que todos os músicos querem fazer – e os Portishead acertaram à primeira. Lindo do plano musical e ao nível das letras, existe em todo o álbum um afecto, um carinho muito grande pela existência humana que transparece nos rasgos de dor, sofrimento e ódio que a vocalista deixa fugir por entre gemidos, sussurros e desabafos.
Talvez como a grande parte dos fãs, a faixa que me marcou foi “Roads”. Ouvi o álbum, numa madrugada após essa noitada em que o sueco Thomas me aconselhou a voz de Beth. Cheguei a casa, liguei o PC e carreguei no botão do download. 45 minutos depois estava deitado na minha cama, a ver o sol timidamente penetrar por entre as frinchas da persiana. Quando começou a tocar Roads, abri os olhos que se tinham fechado para criar o ambiente para a experiência musical. Despertei.
Despertei para as gotas de água que vão caindo e avisando que a tempestade estava a chegar. “Oh, can’t anybody see/we’ve got a war to fight/Never found our way/Regardless of what they say”, começa Beth. O tormento que contamina a sua voz é mel para os ouvidos de quem escuta. Acima de tudo é genuíno, não só o sofrimento, como a compaixão que erradia da sua boca.
Foi a partir desse momento, dessa manhã em que ouvi o álbum, que quis fazer parte do universo Portishead, quis conhecer mais sobre este grupo que marcou a segunda metade da década de 90 e que, tão naturalmente quanto surgiu, desapareceu para sempre. Descobri que a vocalista não fala em público, que não ouve música contemporânea e que, a maior parte das vezes, os outros dois músicos da banda não percebem as letras das músicas – apenas tratam de arranjar som para acompanhar a poesia de Beth.
Descobri também que inúmeras pessoas – sobretudo mulheres – classificavam Portishead como a melhor banda para se ouvir na cama, enquanto se faz amor ou sexo, para fins de procriação, ou para simples recreio.
Eu acho que têm razão. Mas, também, sou suspeito devido ao meu relacionamento demasiado próximo com Beth Gibbons, com a sua voz e com as suas letras.
Não estive lá há 10 anos, quando lá era a Zambujeira. Não estive lá na quarta, no Porto. Não estive lá na quinta, em Lisboa. Não estive. Mas com a voz de Beth e com a música de Geoff e Adrien estou sempre. Desde aquela noite em Manchester.
The Education of a 9/11 reporter
Março 27, 2008
Fica só um cheirinho: “For 13 long months, we’d held off on publicizing one of the Bush administration’s biggest secrets. Finally, one afternoon in December 2005, as my editors and I waited anxiously in an elegantly appointed sitting room at the White House, we were again about to let President Bush’s top aides plead their case: why our newspaper shouldn’t let the public know that the president had authorized the National Security Agency, in apparent contravention of federal wiretapping law, to eavesdrop on Americans without court warrants.
As New York Times Editor Bill Keller, Washington Bureau Chief Phil Taubman, and I awaited our meeting, we still weren’t sure who would make the pitch for the president. Dick Cheney had thought about coming to the meeting but figured his own tense relations with the newspaper might actually hinder the White House’s efforts to stop publication. (He was probably right.) As the door to the conference room opened, however, a slew of other White House VIPs strolled out to greet us, with Secretary of State Condoleezza Rice near the head of the receiving line and White House Counsel Harriet Miers at the back.”
Para ler o resto, basta clicar aqui.
Laughing Out Loud
Março 25, 2008
Desde que vi o primeiro jogo do Maxi Pereira que só me rio. É l.o.l atrás de l.o.l. São gargalhadas de tristeza, mas não deixam de ser gargalhadas.
Quem faz serviço público de TV em Portugal?
Março 19, 2008
A RTP existe para fornecer aos espectadores ‘serviço público de Televisão’. Não é uma empresa com fins lucrativos nem interessada – dizem – em liderar as audiências. Porém, com a sua política de dois canais, a 1 e a 2, vai separando também as águas ao nível do serviço ao cidadão: para a 2 vão os conteúdos mais fechados, das elites, de culto; para a 1 vai aquilo que é mais mainstream e, vá lá, populucho. A questão é esta: Onde se encontra o serviço público na RTP1?
Basta analisar a grelha da RTP1 e compará-la, por exemplo, à da SIC – fazer este exercício com TVI seria demasiado penoso e monótono - para ver como responder a essa pergunta é difícil. Ambas têm serviços noticiosos durante a manhã, o da SIC arranca logo às 6h00 enquanto que o ‘Bom Dia Portugal’ vai para o ar na RTP1 30 minutos depois. Depois, entre as 8h35 e as 11h10 a SIC apresenta conteúdos de animação infantil, ao passo que a RTP começa logo às 10h00 a maratona Jorge Gabriel, com a exibição da Praça da Alegria que conta também com a bela Sónia Araújo.
Às 11h10 a SIC entra com o ‘Fátima’, talk-show em tudo, mesmo tudo, inspirado no famoso “Oprah” da apoiante de Barack Obama, Oprah Winfrey. Aqui levanta-se a primeira questão: em termos de serviço público, tem a Praça da Alegria um carácter de maior prestação de – perdoem a redundância – serviço do que o Fátima? Qual a diferença essencial entre os dois que permite dizer que um é, serviço público, e o outro não?
Às 13h00 ambos arrancam para a informação à hora de almoço. Por curioso que pareça, ambos apresentam às 14h15 uma telenovela brasileira. Outra vez, onde está a diferença? Às 15h20 continua a sessão Jorge Gabriel com a repetição do ‘Quem Quer Ser Milionário’ da noite anterior (pagamos a nossa taxa de TV para ver repetições de um concurso?) para as 16 arrancar o ‘Portugal No Coração’, o equivalente da RTP ao ‘Contacto’ da SIC. Mais uma vez, estabelece-se entre os dois uma semelhança de conteúdos que não nos permite, objectivamente, estabelecer de forma cabal a distinção entre um canal público e um privado. As aberrações ditas pelo João Baião são de maior interesse público do que os decotes da Rita Ferro Rodrigues?
Na SIC arranca mais uma telenovela brasileira às 18h05, enquanto que na RTP ‘O Preço Certo em Euros’ desenraíza às 19h00. Não existe semelhança no género do conteúdo, mas da perspectiva de interesse nacional são iguais: zero. Ninguém poderá, provar, que olhar para o Fernando Mendes e acertar nos preços de torradeiras e afins pode ser considerado serviço público.
Às 20h00 ambos apresentam a informação nocturna, antes da primeira separação digna de registo. Enquanto que a SIC massacra os espectadores com os ‘Malucos do Riso’ às 21h00, a RTP irá apresentar um especial de informação sobre a Guerra no Iraque. Finalmente, um conteúdo de claro interesse público. Só é pena que tenhamos tido que esperar 21 horas para encontrar alguma coisa com valor claro para o espectador – descontando os serviços noticiosos.
Durará 45 minutos esse especial, pois às 21h45 arrancará a terceira etapa da penosa tarefa de voltar a ver Jorge Gabriel fazer perguntas parvas a pessoas pouco menos parvas. Curioso que esse concurso durará mais do que o especial de informação anteriormente exibido. Enquanto isso, a SIC inova com duas telenovelas brasileiras de seguida.
Às 22h45 a RTP exige o último episódio de uma mini-série de carácter religioso, seguido por um filme. A SIC aposta no ‘CSI’, ‘Socorro’ e em ‘Quando o Telefone Toca’.
Na prática houve apenas 45 minutos em que, claramente, a RTP prestou aos cidadãos um serviço de televisão útil, enquanto que a SIC fazia entretenimento barato. De resto, todas as outras opções da estação pública são, no mínimo, discutíveis. Por outro lado, a 2 exibe uma programação alternativa com conteúdo artístico, informativo e de entretenimento, sem fins lucrativos. Ou seja, faz serviço público.
A questão aqui é simples: Ou definimos de uma vez por todas o que é o serviço público de televisão, ou então aceitamos que a RTP há muito que deixou de ter o cidadão em mente e é uma empresa privada de capitais públicos que opera num mercado de concorrência desleal, pois enquanto tem duas fontes de rendimento – o Estado e a Publicidade – as outras têm apenas uma – a publicidade.
Se assim for, então é gerida por pessoas sem capacidade que com mais instrumentos e possibilidades não fazem televisão marcadamente melhor do que os concorrentes.
Se à RTP1 interessam as audiências, então não pode continuar com a ilusão de que faz serviço público. E, se já não faz esse serviço, não existe razão para que continue a receber dinheiro do Estado porque, por uma questão de coerência, como podemos justificar que um canal televisivo receba fundos do Governo quando, num dia de programação, tem apenas 45 minutos de televisão marcadamente de interesse público quando em comparação com um distribuidor privado?
Então, que se comece a dar dinheiro à SIC e à TVI que não enjeitarão a possibilidade de fazer “serviço público” à là RTP.
