Agora há condições

Abril 22, 2008

“Há condições para haver uma mudança no PSD com uma candidatura séria e credível reconhecível por todos, dentro e fora do partido.”

Quem o diz é Pacheco Pereira, que já não coloca a seta do PSD virada para baixo.

Agora há condições

Abril 22, 2008

“Há condições para haver uma mudança no PSD com uma candidatura séria e credível reconhecível por todos, dentro e fora do partido.”

Quem o diz é Pacheco Pereira que já não coloca a seta do PSD virada para baixo.

Agora há condições

Abril 22, 2008

“Há condições para haver uma mudança no PSD com uma candidatura séria e credível reconhecível por todos, dentro e fora do partido.”

Quem o diz é Pacheco Pereira, que agora já não coloca a seta do PSD virada para baixo.

E parece que desta é mesmo a sério. Não foi quando saiu Durão, nem quando Santana se afundou. Também nunca se opôs a Mendes, mas desta vez ela vai mesmo. Manuela Ferreira Leite candidata-se à liderança do PSD e com óptimas possibilidades de vencer. De vencer o partido, entenda-se. Porque para chegar a São Bento vai ser preciso um pouco mais.

Para já, conta com os apoios das figuras mais fortes, especialmente de Rui Rio. Será que Aguiar Branco vai reconsiderar a sua candidatura? E António Borges? Apoia a solução Ferreira Leite? Para acompanhar a partir de amanhã.

Mais aqui.

Já passaram 6 meses?

Abril 17, 2008

E, tal como o mini-tornado de Santarém, Menezes chegou, mexeu com tudo à sua volta e despediu-se com a mesma surpresa com que venceu as eleições em Setembro. Pelo meio, fica uma passagem fugaz, para posterior avaliação histórica, pela presidência do PSD.

“Em todas as circunstâncias do passado decidi quando entrava e quando saia. Assim, como líder do PSD, eleito a 28 de Setembro, e assumindo todas as responsabilidade deste gesto, vou solicitar ao Conselho Nacional na próxima semana que convoque eleições directas para o próximo dia 24 de Maio”, disse o agora futuro ex-líder do PSD.

A verdade é que Menezes terá sido o líder mais contestado internamente da história do partido. Porém, apesar de não ter sido ajudado por essa divisão interna, não deixa também de ser verídico que se colocou muitas vezes a jeito para a contestação que foi sendo levantada à sua volta. Em seis meses, não chegam os dedos das mãos para contar as decisões disparatadas do líder, que apenas serviram para o distanciar mais dos notáveis.

E, a verdade é que apesar de ter o apoio das bases, quem faz pressão mediática são as figuras do aparelho. Os Marcelos, os Aguiares Brancos, os Rios, esses todos que, de tanto baterem, feriram de morte a liderança Menezes/Santana. Ao actual líder de pouco vale o conforto de saber que o militante comum está com ele. A contestação exercida pela minoria ‘notável’ bastou para o desgastar a si, aos seus apoiantes e às suas políticas.

Depois de dois anos a perseguir Mendes, o caçador tornou-se na presa e Menezes deixou o cargo pelo qual sonhou tanto tempo.

Sócrates continua aliviado mas, e em função daquilo que se decidir no acto eleitoral, poderá vir a ter maiores razões de preocupação no futuro. Agora, é esperar e ver.

Para mais, ver aqui.

Ramos Horta

Abril 14, 2008

A CNN publicou no seu site a entrevista com o presidente de Timor-Leste, José Ramos Horta. Ao longo da mesma, o estadista recorda o incidente, tal como os passos que tem dado para recuperar. Conta também como se sente uma pessoa diferente.

“On February 11, a group of renegade soldiers invaded my home. As I walked toward my house, I was not aware that they had disarmed my guards and broken into the house, knocking down doors looking for me. But as I walked up the street — ironically, Robert F. Kennedy Boulevard, named for one of my heroes — I saw one of the renegades and knew that he was going to shoot me. As he aimed for my heart, I turned to run. Instead of the left side of my chest, he shot me twice in the right side of the back.”

Para ler aqui.

A Economist desta semana traz uma reportagem muito interessante acerca da forma como o povo do Médio Oriente tem acompanhado a longa campanha eleitoral americana - e, ainda vamos nas primárias.

Percebe-se que os palestinianos apoiam Barack - o seu nome provém da expressão árabe para ‘bênção’ - e que os israelitas têm tanto apreço por McCain quanto por Clinton, desconsiderando Obama.

Aqui fica um excerto: «Haaretz invites panellists to rank all the rivals for the presidency on a scale of one (the worst) to ten. On this score the Republican candidate, John McCain (7.75), and one Democratic contender, Hillary Clinton (7.5), are neck-and-neck. The Democratic front-runner, Barack Obama, trails far behind (5.12). Of the 26 candidates who have been in the race, only five score lower than Mr Obama. The panellists worry that Mr Obama lacks experience and is insufficiently enthusiastic about the “war on terror”. In short they conclude that he may not be a good friend to Israel. In contrast Mr McCain is described as “hawkish but realistic”, the right person for the job. The Jerusalem Post is enthusiastic about him too and says simply: “McCain gets it.”

Whether such panellists and journalists are right, of course, is debatable. Mr Obama, who has greater popularity among Palestinians, could be a more credible peacebroker in the region. His comment that “nobody is suffering more than the Palestinian people” was well received in the Arab world (not so well in Israel), where in general Mr Obama is better liked than his Democratic and Republican rivals. His expressed willingness to talk to America’s enemies means he is generally reckoned to be less aggressive than, for example, Mr McCain, who talks of bombing Iran. Al Ahram Weekly, the English edition of the leading Egyptian daily, goes so far as to describe him as “the favourite US presidential candidate of people in this part of the world.”»

Ler mais.

 

E não é que Sócrates baixou mesmo os impostos! Agora falta é saber se essa descida vai trazer consigo quaisquer efeitos práticos, como a descida do preço dos bens de consumo.

Creio que se tratará de uma descida praticamente inconsequente, mas fica bem abrir os telejornais a dizer que se “desceu o IVA”. E a verdade é que ele desceu. Um porcento, mas desceu.

Fez por estes dias cinco anos que o quarteto da alegria se reuniu nas Lajes e decidiu que a única coisa a fazer ao Iraque era invadi-lo e remover o tirano que dirigia os destinos do país há demasiado tempo.

Foi nessa noite que o destino de milhares de iraquianos, americanos, britânicos e demais europeus ficou selado. Morreriam a combater pela liberdade, pela protecção dos valores da liberdade e pela salvação de toda uma nação subjugada ao domínio de um déspota da pior espécie – com ligações à Al Qaeda e tudo.

Cinco anos depois, infelizmente, sabemos que isto não é verdade. Saddam foi destituído, julgado e assassinado. Porém, o Iraque não encontrou a salvação. Pior, entrou numa crise social, económica, religiosa e étnica sem paralelo no país. Não se vê sequer a luzinha ao fundo do túnel e basta que o vice-presidente dos EUA vá lá fazer uma visita – rápida, sempre rápida – para explodirem mais uns camiões e morrerem mais umas pessoas.

Mesmo para os EUA os custos da guerra têm sido demasiados. No livro “The Three Trillion Dollar War”, do Nobel Joseph Stiglitz e da professora de Harvard, Linda Bilmes, é feita uma análise, fria como só os números o conseguem ser, acerca dos custos desta guerra para a nação mais poderosa (?) do Mundo. Por exemplo, dez dias de combate custam 5 mil milhões de dólares aos cofres do Pentágono. Segundo os autores do livro, até 2017 as guerras do Afeganistão e do Iraque terão custado qualquer coisa como 3.5 milhões de milhões de dólares. Cifras quase irreais, mas representam o custo da guerra.

Mas, se esta guerra tivesse servido para melhorar a vida dos iraquianos e trazer mais paz ao Mundo, não seria eu quem a condenaria. Todavia, isso não se verificou e mais do que isso, a cada dia que passa cresce incessantemente uma ideia na cabeça de todos: os verdadeiros fins da guerra não foram o 11/9, não foram os curdos torturados nem a intenção de melhorar a vida dos iraquianos. Não. A principal motivação para a invasão foi, pura e simplesmente, o petróleo. O ouro negro, cujo valor em bolsa não pára de aumentar, achega-se como a única razão para o combate, o motivo pelo qual as ruas de Bagdade estão vermelhas, repletas de sangue derramado de ambos os lados da barricada.

Só assim se pode perceber o interesse pelo Iraque quando já todos sabemos que nunca houve armas de destruição massiva, nunca houve ligações com a Al Qaeda – Bin Laden até nem ia muito à bola com Saddam – nem nunca houve um perigo imediato e real de ataque aos EUA por parte do regime iraquiano. Aliás, para além de uns magnatas do petróleo do Texas, companhias de construção e de segurança privada, parece que mais ninguém lucrou com a guerra. Nem mesmo os iraquianos.

Por outro lado, o Tibete é chacinado, quer do ponto-de-vista humano, quer de um ponto-de-vista cultural. Desde a ocupação chinesa que a degeneração dos costumes tibetanos tem sido uma constante, principalmente desde que se instalaram nas montanhas colonos chineses, que vinham com a verdadeira missão de aculturar os locais e de eliminar os rastos singulares do povo tibetano.

Hoje o Governo tibetano no exílio confirmou que mais de 100 pessoas já morreram desde sexta-feira, início das manifestações contra a China, esse Estado que ocupou um estado vizinho que vivia, por vontade própria, na extrema pobreza, acreditando que a vida humana não precisa de coisas como o desenvolvimento e a modernização. Viviam vidas simples. Simples, mas humanas.

E que dizem disto os líderes do Mundo livre do Ocidente? Que fazem eles perante este genocídio, como disse o Dalai Lama – sim, o mesmo que Lisboa ignorou –, que ameaça a existência de um povo singular na sua concepção do valor da vida? Valem mais as vidas dos curdos massacrados do que as dos tibetanos humilhados por Pequim? É mais legítima a pretensão dos iraquianos de se verem livre de Saddam do que dos tibetanos em se livrarem da opressão chinesa? Não é a China um estado que, repetidamente, viola os acordos internacionais sobre os Direitos Humanos?

Os Bush, Blair e Barrosos do nosso tempo não passam de rufias que pegam apenas com aqueles que são, evidentemente, mais fracos do que eles. Ninguém irá fazer nada para ‘salvar’ o Tibete, porque salvar o Tibete não dá dinheiro nem petróleo. Os tibetanos são um povo das montanhas que vive fechado sobre si mesmo. Quem quer saber deles? Os americanos e europeus não querem de certeza. E a China de hoje não é, propriamente, o Iraque dos últimos tempos do Saddam. Já inspira mais algum respeito.

E, depois, é suposto ficarmos todos contentes enquanto a chama olímpica chega a Pequim e aplaudimos os esforços dos atletas e enaltecemos os progressos que a China comunista tem feito, preferindo esquecer que não muito longe mora um povo molestado, violentado e estuprado por esse mesmo estado. Mas mandam as regras da boa educação não incomodar o anfitrião com questões tão insignificantes como o genocídio.

Azul à FCP

Março 12, 2008

3afe6c87.jpgMuitos analistas questionaram-se sobre por onde andaria o PSD de Luís Filipe Menezes durante esta onda de contestação social ao PS e ao Governo. Sim, de facto, onde estava o maior partido da oposição?

Hoje soube-se a resposta: o PSD esteve a preparar a sua nova imagem, o seu novo logótipo, alterando a cor do mesmo, abraçando o azul à CDS.

Tempo perdido? Nada disso. Agora sim, nas palavras do líder de Gaia, agora o PSD está pronto para ser governo. Já tem a cor da única equipa que joga um futebol decente em Portugal. Agora pode ser líder. Então, não se estava a ver? O problema era a cor.