A Scarlett já foi

Maio 5, 2008

“Les acteurs Scarlett Johansson et Ryan Reynolds sont fiancés, a indiqué le porte-parole de la comédienne américaine.

Marcel Pariseau a confirmé la nouvelle après sa révélation par le magazine People. «Ils sont tous les deux ravis», a indiqué M. Pariseau au journal, selon qui «le couple n’a pas fixé de date pour le mariage»”.

A nova musa do Woody Allen vai deixar de jogar na equipa das solteiras. Só espero que esta nova realidade não tenha consequências ao nível da qualidade da sua representação. Detestava deixar de a ver naqueles papéis intensos e emocionais a que ela nos habituou…

I’m f*cking Matt Damon

Abril 11, 2008

É um dos vídeos da moda no You Tube. A comediante norte-americana, Sarah Silverman, vai ao talk-show do namorado, Jimmy Kimmel, para lhe confessar uma coisa: “I’m fucking Matt Damon”, canta a menina.

O “Jimmy Kimmel Show” é um dos talk-shows do momento nos EUA, e no final de cada emissão Jimmy Kimmel agradece aos convidados e pede desculpa a Matt Damon por não ter tempo para o receber. E Damon, depois de anos de gozo por parte de Kimmel, respondeu ao apresentador dormindo com a sua namorada.

Claro que nada disto é a sério e o vídeo vale precisamente porque é bastante engraçado. Para além do carácter sem vergonha da coisa, vemos o próprio Damon em poses cómicas e pouco habituais a confirmar aquilo que, por esta altura, toda a gente sabe: Sarah Silverman anda a dormir com  Matt Damon.

No Country for Old Men

Fevereiro 25, 2008

Como já se havia previsto, o filme dos irmãos Coen foi mesmo o grande vencedor da noite, arrecadando a estatueta referente a melhor Filme, tendo Joel e Ethan levantado o galardão para melhor realizador (es). O filme é muito bom e para aqueles que ainda não o viram deixo uma dica: Muita, mas mesmo muita, atenção aos monólogos e aos diálogos de Tommy Lee Jones. Pode-se mesmo dizer que é nesses momentos, principalmente no monólogo final, que se encontra a chave do filme. 

And the Oscar goes to…

Fevereiro 25, 2008

A horas do início da cerimónia, deixo aqui as minhas previsões para a cerimónia dos Oscars, nesta que é a noite mais longa do ano para os cinéfilos portugueses.

Melhor Filme do Ano:
• No Country for Old Men

Melhor Realizador:
• Joel Coen and Ethan Coen (No Country for Old Men)

Melhor Actor Principal:
• Daniel Day-Lewis (There will be blood)

Melhor Actriz Principal:
• Marion Cotillard –La Vie en Rose

Melhor Actor Secundário
• Javier Bardem (No Country for Old Men)

Melhor Actriz Secundária
• Cate Blanchett (I’m not There)

Já o outro dizia que prognósticos só no fim, mas estas são as minhas previsões para a atribuição dos prémios da Academia. A ver vamos quais são as que se vão tornar realidade.

Foo Fighters e a consagração

Fevereiro 14, 2008

Para além das reuniões de alguns dos monstros sagrados do género, 2007 trouxe consigo a consagração de uma das mais importantes bandas rock da actualidade: os Foo Fighters.

De banda do baterista dos Nirvana a cabeça-de-cartaz de alguns dos maiores festivais de música do Mundo, o quarteto liderado por Dave Grohl teve um ano em cheio, em grande parte devido ao fantástico “Echoes, Silence, Patience & Grace”.

O álbum serviu para confirmar os Foo Fighters como a banda vanguardista do rock actual. Mantendo-se fiel à filosofia tradicional do rock’n’roll, o grupo apresenta por entre letras bem escritas e sedutoras um som recheado de influências clássicas do rock, tais como Led Zeppelin, Sonic Youth, Black Sabbath, Kiss, AC/DC, The Cars e Beatles.

A banda, cujo reportório inicial fora trabalhado por Grohl quando este ainda fazia parte dos Nirvana, evoluiu drasticamente nos últimos anos de grupo com riffs engraçados para um dos nomes mais fortes do mercado musical.

A noite dos Grammys serviu, para além de consagrar a rebelde e reabilitada Amy Winehouse e reforçar o misticismo em torno dos Daft Punk, para apresentar os Foo Fighters ao Mundo dizendo: “Olhai, estes são os novos embaixadores do rock’n’roll. Sigai-los!” Com a conquista de dois prémios, melhor álbum rock e melhor actuação rock, afiguraram-se como uns dos grandes vencedores da noite.

Isto tudo depois das críticas bastante favoráveis ao álbum e na sequência da limpeza geral que a banda tem vindo a protagonizar um pouco por todas essas cerimónias de prémios espalhadas pelo Globo.

O grupo, que até já esteve para acabar, ganhou novo fôlego nos últimos anos e prepara-se para continuar a trabalhar no rock e a encher palcos por esse Mundo fora.

Never forget, Never forgive

Janeiro 28, 2008

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De gritos. Bom, demasiado bom.

160735oh71.jpgNão se sabe se foi acidente ou suicídio. O facto é que Heath Ledger, actor australiano de 28 anos, foi encontrado morto no seu quarto num apartamento em Manhattan com uma mistura de comprimidos, uns prescritos, outros nem por isso, a seu lado, enquanto o seu corpo jazia nu e sem vida no chão.

Ledger tinha tudo para se vir a tornar num actor de sucesso e qualidade. Deixa-nos para sempre a figura do Cowboy homossexual em “Brokeback Mountain”, papel que o trouxe para a ribalta e que lhe concedeu uma nomeação para os Óscares.

Outrora comparado a Marlon Brando, pela intensidade do olhar e pela vida que entregava às suas personagens, Ledger rodou este ano “The Dark Knight”, o próximo Batman, no qual interpreta Joker, papel confiado a Jack Nicholson na última vez que o arqui-rival do homem de negro foi representado no cinema. Quando o filme estrear, estaremos perante a última aparição cinematográfica de Heath Ledger.

Não tanto pelo que foi, mas por aquilo que poderia ter sido, Heath Ledger deixa uma profunda mágoa e tristeza no universo artístico e cinematográfico, uma sensação de perda de um jovem com um potencial ilimitado – vem-me à cabeça River Phoenix – que agora nunca veremos confirmado.

oscars-732859.jpgFoi na última madrugada que a Academia divulgou os nomeados para a 80ª edição dos Óscares, cerimónia anual que premeia aqueles que se distinguiram ao longo do ano no cinema.

Porém, este ano, e um pouco em linha com o que se sucedeu nos Globos de Ouro, fala-se mais da possibilidade de cancelamento da cerimónia do que propriamente dos nomeados. Apesar de estar ao lado dos escritores grevistas, não posso deixar de manifestar o meu pesar se, por sua obra, este ano não houver cerimónia.

E, atenção, não é que eu preste muita atenção à coisa. Sinceramente, acho quase impossível olhar para a carreira de alguns actores e realizadores e ver que nunca foram premiados ou, nalguns casos, nomeados. Custa-me ver que Pacino nunca foi reconhecido enquanto Michael Corleone, ou que Scorsese não ganhou por “Taxi Driver” ou “Raging Bull”. São coisas que me incomodam.

Mas, lá vou achando sempre alguma piada à festa – então com a apresentação de Jon Stewart – e acreditando que os vencedores são escolhidos pelas melhores razões, isto é, pelo facto de o júri realmente achar que a sua prestação foi exemplar e não por qualquer motivo político. Se assim for, não deixa de ser uma boa publicidade à actividade.

Deixando, por isso mesmo, a politiquice de fora, avancemos pelas nomeações de onde destaco, com muita surpresa, “Juno”de Jason Reitman que se encontra nomeado nas categorias de Melhor Filme do Ano e cujo realizador está nomeado na categoria de Melhor Realizador do Ano. Também a jovem Ellen Page figura entre as nomeadas para melhor Actriz e o argumento está inscrito na categoria de Melhor Argumento Original.

Dou conta do meu espanto pois, aparentemente, trata-se de um filme extremamente leve sobre uma adolescente que engravida de um rapaz particularmente estranho e que lida com a perspectiva de entregar a criança para adopção. Apesar desta sinopse poder parecer “crua”, o facto é que o filme faz da comédia e da ligeireza a sua força e canal de transmissão da sua mensagem tendo, talvez por isso, conquistado a Academia e os festivais de Toronto e Telluride.

Porém, o vencedor das nomeações, espécie de campeão de pré-época, é “No Country For Old Men”, o alucinante filme dos irmãos Coen, que se encontram nomeados para “Melhor Realizador”. Talvez por já ter sido pensada a sua nomeção por “In the Valley of Elah”, o veterano Tommy Lee Jones não viu a sua prestação no épico nomeada na categoria de Melhor Actor Principal – lembra-se de DiCaprio o ano passado? – mas Javier Bardem integra a lista de candidatos à estatueta de “Melhor Actor Secundário”, onde terá como adversários Casey Affleck, Philip Seymour Hoffman, Hal Holbrook e Tom Wilkinson.

O filme consta ainda nas nomeações em categorias mais técnicas, incluindo edição e som, assim como também se encontra na corrida ao galardão de “Melhor Filme do Ano”.

“There Will be Blood” “Michael Clayton”, “Atonement” e “3:10 to Yuma” também coleccionam várias nomeações nas categorias técnicas, encontrando-se os três primeiros ainda na lista para Melhor Filme do Ano.

Johnny Depp não surpreende ninguém com a sua presença entre os elegíveis para “Melhor Actor Principal” pelo seu papel em “Sweeney Todd”, mas terá como adversários George Clooney (“Michael Clayton”), Daniel Day-Lewis (There Will Be Blood”), VIggo Mortensen (agradável surpresa e reconhecimento por algumas representações passadas, pelo seu papel de mafioso russo em “Eastern Promises”) e o já referido Tommy Lee Jones.

Nas senhoras, destaca-se Cate Blanchett que, tal como nos Globos de Ouro, volta a estar presente enquanto Melhor Actriz Principal, em “Elizabeth”, e na categoria de Melhor Actriz Secundária pelo seu desempenho enquanto Bob Dylan, em “I’m not There”.

Para além de Blanchett e Ellen Page, Julie Christie (Away from Her), Marion Cotillard (La Vie en Rose) e Laura Linney (The Savages) completam a lista de nomeadas para Melhor Actriz do Ano.

Triste fiquei pela ausência de Tim Burton e de Helena Bonham-Carter da lista de nomeados por Sweeney Todd, assim como pela ausência de “3:10 to Yuma” das categorias da representação e realização. Não deixa também de ser interessante o desinteresse com que a Academia recebeu filmes como “American Gangster” e Charlie Wilson’s War, repletos de actores e realizadores consagrados mas que não fizeram os mínimos para estarem presentes na grande noite dos Óscares.

A cerimónia está prevista para dia 24. Até lá, vamos ter de esperar e lançar hipóteses. Quando acabar de ver todos os principais filmes do ano – faltam-me Sweeney Todd e No Country for Old Men – farei o mesmo.

Para já, a lista dos nomeados nas principais categorias.

  • Melhor Filme:

Atonement
Juno
Michael Clayton
No Country for Old Men
There Will Be Blood

  • Melhor Realizador

Julian Schnabel – The Diving Bell and the Butterfly
Jason Reitman – Juno
Tony Gilroy – Michael Clayton
Joel Coen and Ethan Coen – No Country For Old Men
Paul Thomas Anderson – There Will be Blood

  • Melhor Actor Principal

George Clooney – Michael Clayton
Daniel Day-Lewis – There Will Be Blood
Johnny Depp - Sweeney Todd The Demon Barber of Fleet Street
Tommy Lee Jones – In the Valley of Elah
Viggo Mortensen – Eastern Promises

  • Melhor Actriz Principal

Cate Blanchett – Elizabeth
Julie Christie – Away From Her
Marion Cotillard –La Vie en Rose
Laura Linney – The Savages
Ellen Page – Juno

rendition1_large.jpgManchester é uma cidade fantástica para se ir ao cinema. Muito boa mesmo. O complexo cinematográfico do ODEON é enorme. Mais de 20 salas de cinema, amplas e extremamente confortáveis. Perfeitas para se ver bom cinema. E, “Rendition” é um exemplo de bom cinema.

O filme do sul-africano Gavin Hood é bastante bom. O pentágono sobre o qual assenta a película, constituído por Jake Gyllenhaall, enquanto agente da CIA que desenvolve uma consciência ao longo de um processo de tortura, Omar Metwally, na pele de um egípcio radicado nos EUA que é associado a um terrorista internacionalmente procurado, Meryl Streep, a destemida chefe da agência de segurança americana que ordena a prisão da personagem interpretada por Metwally, Reese Witherspoon, a mulher inconsolável que tudo faz para encontrar respostas para o desaparecimento do marido e Peter Sarsgaard, o amigo da mulher do prisioneiro que trabalha para um senador americano, interpretado por Alan Arkin, é sóbrio e transmite um registo tranquilo e sereno ao longo do filme.

A premissa da fita é cativante. O agente da CIA encarregue pela delegação da agência num qualquer país do “Norte de África” (o filme nunca especifica qual) é assassinado em resultado de um atentado contra Abasi Fawal, figura proeminente do governo nacional. Em virtude da morte de um cidadão americano em território nacional, o governo americano entra rapidamente em acção à procura de um responsável.

Ora, o alvo das atenções dos americanos passa a ser um professor universitário, Anwar El-Ibrahimi, um cidadão egípcio a viver nos EUA desde os seus 14 anos e que se formou na NYU. Acontece que El-Ibrahimi, que entretanto se casou com Isabella Fields, tem registado no seu telemóvel chamadas provenientes de um número associado ao terrorista responsável pelo ataque, Rashid Salimi.

El-Ibrahimi encontra-se, na altura do atentado, a viajar da África do Sul para os EUA após ter falado numa conferência. À chegada ao aeroporto de Chicago é apreendido por agentes americanos que rapidamente o fecham numa sala isolada com o braço direito de Corrine Whitman (Meryl Streep), o duro Lee Mayer (J.K. Simmons).

Não conseguindo extrair informação do egípcio nos EUA, Whitman dá ordens para que seja transportado para o “Norte de África” onde será interrogado pelo próprio Fawal. Aqui entra em cena Douglas Freeman (Jake Gyllenhall), um recém-formado agente da CIA a quem é dado o papel de representação dos EUA no interrogatório de El-Ibrahimi.

Durante a tortura a que Ibrahimi é sujeito, Freeman começa a ter dúvidas acerca do seu papel em toda aquela situação e tem a certeza de que tem de agir quando o prisioneiro oferece o nome dos jogadores da selecção egípcia de futebol de 1992 como sendo os seus colegas de conspiração. A partir desse ponto, Douglas constrói um plano para libertar Ibrahimi e enviá-lo para junto de Isabella, a sua mulher e mãe do seu seu filho Jeremy.

Os problemas de “Rendition” são as pequenas coisas que me impedem de o levar a sério. Não gosto que me digam que o filme se desenrola na “África do Norte”, e que em nenhum momento se diga que estado é Fawal membro. Por outro lado, há uma missão clara e objectiva em criticar abertamente o papel dos EUA no Médio Oriente, com menções veladas aos incidentes de Abu Grahib e à prisão de Guantánamo. 

Várias questões ficam por responder, num filme que tem numa história paralela entre dois jovens muçulmanos a chave para a sua interpretação. Por exemplo, o que acontece a Freeman depois de orquestrar a libertação de Ibrahimi e contar a história à imprensa? Qual era, então, a ligação entre Ibrahimi e o terrorista?

Depois, as pretações dos actores. Witherspoon não me convence. A actriz tem um papel fraco, é verdade, mas mesmo assim não me seduz. Arkin mal aparece no filme (porquê?) mas, quando o faz, toma conta da cena. A personagem de Sarsgaard, que a dada altura assume as rédeas da acção, desaparece sem razão aparente. Porém, Gyllenhaal continua muito bem e Omar Metwally convence enquanto torturado sem motivo.

Muitos apontavam “Rendition” como o filme com potencial para surpreender nos Óscares, mas, para mim, não passa de um respeitável filme político contra a presença americana no Médio Oriente, num ano em que essas películas abundam. É bom, mas podia ser melhor. Devia ser melhor.

Deborah Kerr

Outubro 18, 2007

Para aqueles que gostam de cinema, Deborah Kerr será sempre relembrada pelos seus papeis em “From Here to Eternity” e “An Affair to Remember”.

A escocesa morreu esta semana aos 86 anos na calma cidade de Suffolk, Inglaterra.

Apesar de não ser um conhecedor profundo da sua obra, guardarei para sempre o momento em que vi, pela primeira vez, um dos beijos mais quentes, sensuais e profundos da história do cinema. Irradia paixão bruta, animal, primitiva e transborda intensidade.

Refiro-me a Deborah Kerr e Burt Lancaster em “From Here to Eternity”. A ver.