Animals – 30 anos depois

pinkfloydanimals.jpg    Foi em 1977 que os Pink Floyd lançaram “Animals”, o álbum que sucedeu aos  monstros de vendas “Dark Side of the Moon” e “Wish You Were Here”. O disco foi editado no Reino Unido em 23 de Janeiro e nos EUA a 2 de Fevereiro de 1977.

Chegou ao terceiro lugar nas tabelas da Billboard, tendo alcançado a marca de disco de ouro a 12 de Fevereiro de 1977 e platina a 10 de Março do mesmo ano. Vendeu, até à data, quatro milhões de cópias nos EUA e sete milhões pelo Mundo inteiro. É actualmente listado como quádrupla platina pela RIAA.

“Animals” é um álbum conceptual, sendo o único álbum da banda gravado no seu estúdio, Britannia Row Studios. Inspirado pelo livro de George Orwell, “Animal Farm”, Roger Waters desenvolveu mais um álbum conceptual a partir da comparação da raça humana a três diferentes tipos de animais: cães, porcos e carneiros. O álbum tem 5 faixas, sendo as três principais – e cada uma com mais de dez minutos de duração – “Dogs”, que conta com a participação de David Gilmour na criação da música, “Pigs, Three Different Ones” e “Sheep”. Como prólogo e epílogo do álbum, Waters apresenta uma raridade: uma carta de amor – partida em duas – dirigida à sua mulher de então, Caroline. Em “Pigs on the Wing” Waters apresenta a hipótese de que enquanto as pessoas se amarem podem-se proteger do mal existente no Mundo e explicado nas outras 3 faixas.

Em “Dogs”, Waters apresenta os cães como sendo homens de negócios megalómanos que acabam por ser arrastados pelo próprio problema que criaram; os porcos representam – obviamente? – os políticos corruptos e moralistas. Não devem ser ignoradas as claras ofensas dirigidas a Margaret Thatcher que foram “repescadas” para o álbum “The Final Cut”; por fim, os carneiros que, incapazes de produzir um pensamento próprio e autónomo, seguem cegamente os líderes, quer sejam esses os “cães” ou os “porcos”.

Para muitos “Animals” é um álbum menor dos Floyd. Eu não acho. “Animals” é, para mim, um dos melhores álbuns do grupo, não ficando a dever nada, por exemplo, ao mega-sucesso que se lhe seguiu: “The Wall”. Waters mantém-se como letrista cínico e agressivo, enquanto que Gilmour continua a arranjar espaço para brilhantes solos de guitarra, como os presentes em “Dogs”.

Muito bom, mas eu sou suspeito!



Estes vídeos vêm numa espécie de felicitação e são dedicados a David Gilmour, em jeito de prenda – tardia – pelo seu aniversário: fez 61 anos no passado dia 6.

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3 thoughts on “Animals – 30 anos depois

  1. “You know that I care what happens to you,
    And I know that you care for me”

    espero o regresso da tal “relação sem perturbações”, Padrinho:)


  2. “So I don’t feel alone,
    Or the weight of the stone,
    Now that I’ve found somewhere safe
    To bury my bone.
    And any fool knows a dog needs a home,
    A shelter from pigs on the wing.”

    excelente…

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