Força à Revolução

Eu tentei. Tentei esconder os meus pensamentos mais íntimos. Tentei ser todo pó-liberal. Tentei ser todo republicano. Tentei dizer que apoiava a imigração. Tentei tudo isso, mas agora que vejo que há mais que pensam como eu, não vale a pena reprimir mais.

Como se pode defender e amar a democracia num país que prende polícias por se protegerem com as suas armas de fogo? Como se pode entender uma nação, que se diz democrática, mas que tem uma justiça para pobres e outra para ricos? Como se pode compreender um país que valida a corrupção e a podridão? Como se pode perceber o funcionamento de um país onde todos procuram “a cunha” para alcançarem os seus objectivos, sem olhar a meios para atingir esse fim?

Não, não se pode entender. Assim, aquilo de que se precisa é de uma nova revolução. Não, não é como a de 74, guiada por comunistas insurrectos que destruíram o Império! Aquilo de que necessitamos é de mais um general Gomes da Costa que marche, de Braga para Lisboa, que cerque todos aqueles inúteis no parlamento e que force o Cavaco a abdicar da Presidência.

Depois disso, temos de pegar em todos os africanos, russos, ucranianos, marroquinos, brasileiros e qualquer outra raça escrava e enviá-la para longe – ou pô-los todos num buraco, numa vala comum. É indiferente, desde que saiam da nossa pátria.

Esses “imigras” já abusaram da estadia. Consomem os nossos recursos, desonram as nossas raparigas e contaminam o ar que respiramos. Pô-los num avião e enviá-los para África é já muito bom. Aquilo que deveríamos fazer era construir umas câmaras de gás e enfiá-los por ali dentro. Solução Final.

Feito isso, aquilo que temos de fazer é prender todos aqueles deputadecos de terceira. Os comunistas são logo enforcados. Não paciência para esses “vermelhos”. Os outros, é analisar os casos e escolher aqueles que possam servir a Nação. Claro que, não queremos nem corruptos, nem putrefactos. Queremos homens sérios, de boas famílias, que trabalhem sempre em nome de um bem superior. É disso que precisamos.

O passo seguinte é meter as mulheres em casa. Se nenhuma mulher trabalhar, podemos aumentar os salários dos maridos. Estes levam mais dinheiro para casa e elas poderão viver muito bem sem ter de sujar as mãos. Terão, contudo, uma missão importantíssima: criar os filhos, próximos homens da Pátria. As filhas deverão ser ensinadas nas artes da lide da casa. Só assim podemos remendar o mal que a dita “liberdade” fez aos nossos jovens, levando-os à droga, à delinquência, ao hedonismo e à exaltação do profano. Tem tudo a ver com uma má educação.

Com as mulheres em casa a tomar conta dos filhos, temos de, em seguida, procurar, prender e massacrar os maricas. Sim, esses falsos homens que enojam o bom chefe de família e são uma desgraça para o Estado. Se gostam de levar com objectos recto acima, talvez gostem de umas boas pauladas. Não há nada pior do que um homem fraco, indefeso e afeminado. As fufas, essas, serão obrigadas a casar com homens procriar, pois foi para isso que Deus fez a mulher.

E isto é só o princípio. Depois ao nível da educação e da economia muito mais trabalho haverá a fazer para resolver os problemas causados pelos inúteis dos republicanos.

Quanto estou eu, e Portugal, agradecido a José Pinto Coelho. Esse grande português – quase tão grande quanto o Sr. Salazar – que nos abriu os olhos a todos e teve a coragem para expressar aquilo que todos os portugueses, os verdadeiros, sentiam mas que não diziam.

Este será o primeiro dos últimos 25’s de Abril. Esse republicanos há muito que murcharam. A nossa hora está a chegar. E, com a ajuda e bênção do nosso amado Salazar, o maior português de sempre, voltaremos a pôr isto na linha.

Portugal aos protugueses! Viva Portugal!

PS: Antes que me mutilem por mail ou na caixa de comentários, deixem que eu assegure que não são estas as posições que eu defendo. Mas, no momento da comemoração dos 33 anos do fim da Ditadura, não deixa de ser importante perceber que é assim que pensam muitos portugueses com que nos cruzamos na rua. E, tenho a impressão de que a força destes indivíduos não será tão residual quanto se pensa.

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2 thoughts on “Força à Revolução

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