Portugal, o país com a Economia Anti-OPA

Depois do falhanço da OPA da Sonaecom sobre a PT, ficámos a saber que o BCP não vai possuir o BPI. Os accionistas não concordaram com o preço de €7 por acção e rejeitaram a proposta.

Porém, tal como no caso da empresa de Belmiro e Paulo de Azevedo, também o grupo liderado por Paulo Teixeira Pinto registou lucros acima do esperado – 16.1%, mais concretamente – em sequência do lançamento da OPA. Ou seja, apesar do insucesso das operações, ambas as instituições acabaram por lucrar na bolsa.

Parece evidente que tanto o BPI como a PT garantiram o insucesso das OPA’s pela garantia aos seus accionistas de melhores rendimentos futuros. Agora, teremos de ver se vão cumprir a promessa. Em resultado das ofertas, a PT comprometeu-se a libertar a PTM e o BPI viu o La Caixa reforçar a sua posição dentro do banco. Veremos como se vão processar estas mudanças. Belmiro já avisou que vai estar atento.

As OPA’s falharam. Certo. Mas, tiveram o condão de mexer num mercado de títulos demasiado estático e regulamentado. Azevedo e Teixeira Pinto têm, ao menos, esse mérito – para não voltar a falar nos aumentos dos lucros.

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