E o combate vai começar

Lisboa está à disposição de quem a quiser tomar. António Costa e Fernando Seara parecem ser os principais candidatos. Quem sairá vencedor?

Carmona conseguiu aquilo que Marques Mendes tentou sem sucesso: ilibar do PSD das trapalhadas que aconteceram na edilidade. Ao constantemente lembrar os lisboetas da sua “independência” face aos partidos, e do cancro que muitos deles representam, Carmona Rodrigues deu carta branca ao PSD para se demarcar dos problemas na autarquia.

Mendes agradeceu e encontrou o candidato ideal: Fernando Seara que, com obra em Sintra, parece ser o nome mais forte à direita do centro para ganhar estas eleições. Se Carmona tivesse arrastado o PSD consigo para o pântano, Mendes ficava em maus lençóis e a escolha por Seara poderia ser a queima de um valioso cartucho e a perda de duas Câmaras em vez de uma (Sintra e Lisboa).

Fernando Seara é visto bem-visto na capital. Quer pelo seu historial de comentador desportivo, quer pela sua marca em Sintra, os lisboetas não desdenhariam de o ver à frente da sua cidade. Nem os lisboetas, nem o PSD que vê em Seara o nome pacificador entre todas as facções; a escolha pelo adepto de Benfica não dá espaço a que mais ninguém se “chegue à frente”; porque ele é o melhor.

António Costa é um caso diferente. Por muito bom candidato que poderia ser, António Costa é muito valioso ao Governo. Sócrates terá de decidir o que vale mais para o PS e para o Governo: António Costa ministro, ou António Costa Presidente de Câmara. Não tenho dúvidas de que seria um bom autarca, assim como não tenho dúvidas de que é um dos melhores ministros do actual executivo. A decisão de Sócrates é espinhosa, mas se Mendes avançar com Seara, o Primeiro-Ministro terá de responder com António Costa. Para o PS, perder Lisboa com este estado de coisas seria insuportável. Para fiasco, já bastou Carrilho.

A batalha pelo 3º lugar será renhida, e de difícil previsão. O PCP poderá tomar esse lugar, com Ruben de Carvalho, se bem que a candidatura de Helena Roseta possa apertar um pouco as esquerdas – não nos esqueçamos de Sá Fernandes. Porém, como o CDS/PP se encontra em “suporte de vida” – fala-se que pondera apresentar Carmona como candidato, pasme-se! – não deverá ser dali que virá perigo para o PCP.

Lançados os dados, veja-se quem terá argumentos para governar Lisboa, não por dois mas por seis anos. Eu tenho um palpite.

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