365 dias depois

Faz hoje um ano que Roger Waters tocou no Rock ‘in’ Rio Lisboa. Faz hoje um ano que eu vi Roger Waters. Faz hoje um ano que eu assisti ao melhor concerto da minha vida…

Nunca escondi a minha afeição pelos Pink Floyd, pela sua música e pelo seu inegável contributo para a música. De líderes do submundo do rock progressivo, estabeleceram-se como Monstros sagrados do rock. Roger Waters teve um papel fulcral em tudo isso.

Para muitos considerado como o culpado pela dissolução dos Floyd em 1983, para outros é visto como o mais criativo – diferente de talentoso – dos quatro. Quer se goste, ou se odeie, não se pode ignorar que foi ele a força motriz por detrás de álbuns como ‘Dark Side of the Moon’, Wish You Were Here’, ‘Animals’, ‘The Wall’ e ‘The Final Cut’, tendo escrito todas as letras e composto grande parte da música – aliás, a partir de ‘Dark Side…’ o input dos restantes membros foi sucessivamente diminuindo, até que uns foram despedidos – Wright – e outros passaram a figurantes – Gilmour e Mason.

Eu sou daqueles que acham que Waters e Gilmour a solo não valem nem metade daquilo que repesentam em conjunto. Com isso, não quero desprezar os seus trabalhos individuais, principalmente ‘Amused to Death’, (1992) de Waters e ‘About Face’ (1984) e ‘On an Island (2005) de Gilmour. Mas, nos álbuns de Waters falta a guitarra e a melodiosa voz de Gilmour ; nos de Gilmour falta a agressividade e capacidade narrativa de Waters.

Aliás, se há alguma coisa a apontar a ‘Momentary Lapse of Reason’ (1987) e ‘Division Bell’ (1994), os últimos registos dos Floyd e debaixo da liderança de Gilmour and friends, é a ausência de uma narrativa, de uma história, de algo para contar. No caso de Waters, falta alguém para fazer o contraditório, alguém para contrapor com a rudeza e agressividade do seu baixo e da força bruta e rouca da sua voz.

Polémicas à parte, Waters tocou e encantou Lisboa no ano passado. Eu estive lá e vibrei com cada instante, pois foi um sonho poder estar de frente – sim, primeira fila! – para Roger Waters, o homem responsável por todos aqueles sons, ora diabólicos, ora divinais, que tantas vezes imanam da minha aparelhagem e acordam toda a gente em casa.

E, naquela noite quente de Junho de 2006, foi quase como se eu e os meus boys estivéssemos no meu quarto, de aparelhagem ligada e charro na mão. A única diferença era que o som era mais alto e Roger, de fato preto e meias brancas, estava ali à nossa frente. O meu quarto havia-se transformado no Parque da Bela Vista, e a minha aparelhagem aumentado milhares de decibéis a sua potência. E Roger era o convidado. Estava ali à nossa frente a conversar connosco (e mais 69994 pessoas).

Ai, How I wish I was there again…

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