Virtuosismo

Este ano decidi que tinha de deixar de adiar. Era forçoso cumprir uma promessa antiga que fiz a alguém que já não está entre nós: este ano, antes da partida para Manchester, vou aprender a tocar guitarra.

Enquanto que vários amigos meus se deliciavam com a bateria, ou requintavam com o piano, a guitarra foi sempre o instrumento que mais me apaixonou. Desde cedo, habituei-me a ouvir alguns nomes consagrados como os intocáveis Hendrix, Page ou Young, sem esquecer BB King e outros guitarristas oriundos do jazz e blues da América Negra.

Já toco três acordes na velha guitarra de 12 cordas do meu avô. ‘Brown Eyed Girl’ do Van Morrison está quase sabida de fio a pavio. O entusiasmo ainda é grande.

Porém, depois lembro-me de ouvir o CD dos G3 e enervo-me com tamanho exibicionismo daqueles três senhores, a gozar com todos aqueles que não conseguem/sabem tocar daquela maneira. Enquanto eu ando à procura dos frets adequados, Satriani faz solos ao longo de todo o braço da guitarra e Vai tem o descaramento apenas tocar no braço da guitarra.

Afinal, o génio existe e se trabalhado faz sempre a diferença. É aquela coisa que uns têm e que outros desejariam ter. Como disse o meu primeiro professor de música, “You’ve either got it or not. That’s the difference between being the next Hendrix or just the next kid on the block”.

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