Deus é português

Não precisei de muito tempo para constatar uma realidade da cidade de Manchester: Aqui, Deus é português e seu nome é Ronaldo, Cristiano Ronaldo.

Desde o momento em que cheguei que pude ver os miúdos a envergar camisolas do madeirense, táxis com a imagem de Ronaldo e painéis de publicidade a mostrar o 7 do United.

Quando o United sobe ao relvado, as atenções viram-se para ele. Ronaldo. Dos pés do jogador português eles esperam sempre algo de diferente, algo de mágico. Mal a redondinha chega a Ronaldo, o bruá começa: “ohhhhh”, gemem eles baixinho. Quanto mais próximo da baliza adversária estiver Cristiano, mais alto é o gemido. Até que Ronaldo chuta. E o gemido baixinho se transforma numa explosão, numa manifestação ruidosa de júbilo.

Contra o Sporting foi da cabeça que Cristiano Ronaldo resolveu o jogo. Mesmo assim, quando Ronaldo driblava sobre os adversários a emoção do público era igual ao momento em que a bola balançou as redes de Stojkovic. Os ingleses apreciam o mágico e valorizam-no.

Por isso, Deus não é brasileiro. Nada disso. Em Manchester, a força divina vem de Portugal. Deus é português.

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