Sobre o ‘nosso’ ComUM

Hoje, sim hoje, o ComUM faz anos. Para aqueles que não sabem, o ComUM é um diário digital inteiramente mantido e dirigido por alunos do curso de Ciências de Comunicação (quase escrevi Comunicação Social…) da Universidade do Minho.

Desde a sua reformulação para o modelo digital – já anteriormente servira o público minhoto na forma de revista – o ComUM já passou por algumas transformações. Em termos de nomenclatura, o menino perdeu recentemente o ‘Online’ que lhe completava o nome para se apresentar como ComUM.

Ao mesmo tempo que se procedeu à mudança do nome, lavou-se também a cara do site, alterando-se o alojamento do mesmo para aqui.

Hoje, o ComUM não é mais o jornal engraçado dos meninos que queriam brincar aos jornalistas. Todavia, não pensem que a fantasia acabou, pois o jornal continua a ser constituído por meninos e meninas com sonhos de jornalismo; a cada notícia que é escrita, a cada peça filmada sentem-se mais próximos de alcançar e atingir o seu sonho, a sua ambição – ser Jornalistas.

É por isso que o ComUM é diferente de outros órgãos do género. Apesar de ser de responsabilidade estudantil, é sério e competente, não se dobrando para agradar nem a gregos, nem a troianos. A nossa única preocupação é apresentar a notícia e fazemo-lo sem qualquer apego a qualquer ideologia que não seja a da verdade. Para mentir ou ocultar verdades em favor de terceiros não contem connosco.

E, apesar de o projecto do ComUM ter nascido num papel de guardanapo e à mesa do café, a verdade é que o menino tem crescido e a pouco e pouco se tem tornado numa força constante e presente na realidade e no quotidiano da Academia minhota, que tantas vezes parece dormente e inerte face a tudo aquilo que passa à sua volta.

E é essa função cívica e de verdadeiro serviço público que o ComUM quer manter. E vai manter. Quer seja em formatos futuristas ou mais conservadores, quer estejam os actuais alunos ao leme, quer as gerações vindouras, o ComUM jamais poderá ser rotulado como o jornaleco dos intelectuais de CS (não me convencem a escrever CC…). O ComUM, hoje e sempre, é o jornal que melhor serve os alunos da UM, o que mais se importa em lhes fornecer notícias na hora e aquele que mais preocupação tem em garantir que os estudantes sabem aquilo que se passa na sua Academia, na Região e no Ensino Superior.

Por isso digo que se trata do nosso jornal. Nosso, pois não é nem meu nem dos meus colegas de curso. O ComUM pertence à Academia, aos estudantes minhotos. Existe para os servir. No dia em que eles não quiserem saber do jornal, o ComUM morre. Morre, pois um jornal sem público é como uma sala de espectáculos vazia: oca, triste e cinzenta.

Mas, o facto de o jornal ainda existir e de estar a completar o segundo aniversário num momento de tanta euforia e de crescimento significa que não só os estudantes querem saber do ComUM, como lhe reconhecem qualidade e valia para informar.

Apesar de não estar nesta altura tão envolvido quanto gostaria, relembro com frequência desde Manchester as horas que passei a editar artigos, a orientar redactores e, claro, a pesquisar e a construir as minhas próprias notícias para o ComUM.

Se sei muito ou pouco de jornalismo, não sei, mas tenho a certeza que todo o conhecimento que tenho da arte foi adquirido em frente ao meu computador, a este Toshibazito, a trabalhar para o ComUM. O ComUM foi a minha, como espero que seja a de muitos outros no presente e no futuro, oficina de jornalismo.

Não consigo pensar no dia de hoje, sem me lembrar do mesmo dia há 2 anos quando, enquanto aluno do 2º ano, virgem na actividade jornalística, fui levado por este jornalista a sério – o meu modelo académico – e comecei a minha caminhada. Depois, cresci, voei para fora do ninho, dei umas braçadas por aí mas logo regressei porque casa há só uma.

Durante os dois anos do ComUM, vários foram os estudantes que tomaram parte na construção do jornal. Alguns já partiram para a vida adulta, outros ficaram a tomar conta do menino que hoje faz 2 anos. Eu, como eles, orgulho-me de ter essa responsabilidade, de assegurar que o rapaz continue a ter espaço para crescer e que esse crescimento seja sustentado.

Para o Rui e o Romano envio uma mensagem especial, pois reconheço o seu imenso trabalho e revejo-me nos seus planos e projectos. Aliás, só tenho pena de não poder ter estado aí, no terreno, a trabalhar convosco durante estes primeiros meses de ‘novo’ ComUM. Mas, não se preocupem. Em Fevereiro aí estarei. De corpo e alma. E com muito café para durar a noite toda. É que a edição vai ser a dobrar…

Parabéns ComUM! Pessoal, hoje e sempre, bebam um copo por mim!

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3 thoughts on “Sobre o ‘nosso’ ComUM

  1. Companheiro, vim dar com este texto e com a referência à minha pessoa, que agradeço. Daqui um grande abraço e a certeza que os três, juntos, tomarão muito bem conta do Comum.
    HB

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