Um adversário para Ahmadinejad

Ali Larijani foi eleito como porta-voz do parlamento Iraniano. Larijani foi um dos candidatos das eleições presidenciais de 2005, ganhas pelo actual presidente Mahmoud Ahmadinejad.

No seu discurso de aceitação, Larijani endereçou questões globais, não deixou de referir o programa nuclear Iraniano, incitando o público e levando a alguns gritos de guerra como “Alá é grande” e “morte à América”.

Larijani foi felicitado por Javier Solana, o responsável pela política externa da UE. Na cabeça do diplomata comunitário está aquilo que passa pelas mentes de todos os políticos ocidentais, isto é, que Larijani é uma figura mais pragmática, metódica e que pretenderá um consenso com o Ocidente, evitando sempre um confronto aberto com os EUA e a UE, principalmente.

Portanto, pensa-se que é mais político do que Ahmadinejad, que sabe medir melhor as consequências políticas dos seus actos e é mais comedido nos seus actos e nas suas intervenções. Não seria de estranhar que, numa eventual candidatura à presidência do Irão, houvesse apoio por parte da EU a Larijani, mesmo que essa colaboração tivesse de ser feita de forma secreta e com certos condicionalismos.

Entretanto, Ahmadinejad é criticado. A crise económica, a inflação e o desemprego são tudo aspectos que perturbam e ameaçam ensombrar o reinado do actual presidente. Apesar dos lucros na venda de petróleo nunca terem estado tão altos, os iranianos vivem pior do que há uns tempos atrás.

E, essa insatisfação já foi registada pelo Ayatollah Ali Khameni, que se tem mostrado bastante enigmático quando à sua posição perante o futuro político do actual presidente. Esperava-se, a pouco menos de um ano para as eleições, que o responsável político e religioso máximo do Irão já se tivesse pronunciado favoravelmente à reeleição de Ahmadinejad. Mas tal não se verificou.

Para já, Ahmadinejad mantém vantagem nas sondagens. E, não é crível que Larijani se intrometa no seu caminho enquanto que assim for. O mais provável é que o recém-eleito porta-voz do parlamento espere por 2013 para lançar a sua candidatura. Até lá, vai fazendo o seu papel de dentro, complicando a vida a Ahmadinejad que viu a sua presidência indiscutível ser posta em causa com a eleição de Larijani.

Agora, a oposição chegou ao poder. Resta saber como o actual presidente vai lidar com esta situação e como vai resover a questão do programa nuclear Iraniano, uma vez que Larijani já disse que o Estado deveria discutir abertamente a matéria com a ONU. E agora, Mahmoud?

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