A Solução mais fácil

Está feito. Queiroz é o novo seleccionador nacional. O antigo adjunto do United desde cedo reuniu as preferências da FPF, Gilberto Madaíl, imprensa e do comentador comum. Com toda essa unanimidade, foi fácil para Madaíl avançar para Queiroz.

Porém, o facto é que esta é a escolha mais fácil. Era o treinador que ‘todos’ queriam, por isso Madaíl o trouxe. Mas, não revela essa decisão um grande faro por parte do presidente. Mais, demonstra apenas que o presidente da FPF quis agradar à maioria. Ou seja, esta não é a escolha dele, é a escolha de todos.

Tal como Scolari também era uma escolha consensual. Para não inventar, porque não conhece o mercado, Madaíl preferiu ir pelo seguro. Aliás, a única solução de risco foi Humberto Coelho, e não se deu nada mal. Até António Oliveira foi um regresso ao passado. Tal como é este de Queiroz. 

Vejo alguns problemas deste retorno. Primeiro, será que a ‘porcaria’ que precisava de ser varrida da FPF em 1994 foi, efectivamente, expurgada? Isto porque muitas das pessoas que faziam parte da FPF nessa altura ainda estão lá. Gilberto Madaíl é das poucas ‘caras novas’.

Depois, porque, em termos concretos, Queiroz não ganhou muita coisa. Sim, foi bi-campeão do Mundo de juniores, mas entre os grandes apenas ganhou uma Taça no Sporting e uma Supertaça no Real Madrid. Aliás, a sua incapacidade para controlar o balneário madrileno foi uma das razões para o seu rápido afastamento do clube e para o insucesso de toda a experiência espanhola.

Em Old Trafford foi um valioso braço direito de Ferguson, um auxiliar indispensável na hora de gerir a equipa em campo. Todavia, nunca teve de dar o peito às balas. O chefe de equipa era Ferguson e todos o sabiam.

Resta saber se depois de mais uma decisão limpa de Madaíl – que não gosta de contrariar muita gente, e talvez por isso se mantenha há tanto tempo no poder – Queiroz está mais maduro e capaz de, não só, levar a equipa ao próximo Mundial e Europeu, como trazer conquistas para Portugal. Para já, conseguiu o contrato de 4 anos e a responsabilidade de planificar o futebol jovem. Vamos ver como corre.

O último D. Sebastião do futebol português não teve um regresso nada auspicioso – falo de Camacho e o retorno ao Benfica. Queiroz, tal como esse, também não ganhou nada da primeira vez. Perdoam-lhe se falhar outra vez? Mais, recebê-lo-ão de novo em Manchester?

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