I heart Huckabees

Ontem, já a madrugada espreitava, e parei o meu movimento ‘zapping’ para rever “I heart Huckabees”. O filme de David O. Russel, que debate o tema do existencialismo, está cheio de pequenos momentos brilhantes e de pequenas pérolas do cinema. Diálogos diveridamente sérios e profundos, pedidos de reflexão sobre o ‘eu’ e duas perspectivas diferentes sobre o existencialismo, sobre a condição essencial da existência humana.

Albert vive perturbado e em permanente conflito interno. Será que é bom no seu trabalho? Será que a sua mensagem chega ao destinatário? Mais, uma repetitiva coincidência vem-lhe incomodando o espírito, levando-o a procurar a ajuda de dois detectives ‘existencialistas’.

Mais se poderia dizer. Por agora, contudo, prefiro apenas fazer uma última menção ao meu momento favorito do filme. Esta cena – em que Jason Schwartzman e Mark Whalberg estão fenomenais – será uma das chaves do filme, momento de viragem na conduta do prórpio Albert (Schwartzman) perante aquilo que o perturba. Um momento de colisão entre o dogmatismo hipócrita de muitos cristãos e as filosofias existenciais de Albert e a protecção ambiental de Tommy.

Bem, mas a cena é fenomenal, o diálogo inteligente e as representações são sólidas e convincentes. Nestes seis minutos, “I Heart Huckabees” é perfeito. Nos outros, é quase. God Bless You.

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