Here comes Barack

Aquilo que há uns tempos pareceia seguro, depois complicou-se, passou por uma fase em que era extremamente improvável e agora parece ser tão certo quanto o Plano Paulson ser aprovado à primeira na Câmara dos Representantes: Barack Obama tem óptimas possibilidades de vir a ser eleito presidente dos EUA.

De acordo com todas as sondagens nacionais, o candidato democrata surge à frente de John McCain. A sondagem que lhe atribuiu a vantagem mais pequena é a da Reuters/CSpan/Zogby Tracking, que dá 4 porcento de vantagem a Obama. Por outro lado, a sondangem da Newsweek é a que oferece uma vantagem mais ampla a Barack, cifrando a diferença para McCain em 11 porcento.

Nem tanto ao mar, nem tanto à terra, Barack Obama é o candidato favorito à vitória nas eleições americanas, mas a margem do candidato não deverá ser tão grande quanto a sondagem da Newsweek prevê.

No entanto, essa vantagem existe e a fazer fé nas informações da imprensa americana deve chegar para devolver a Casa Branca aos Democratas. As grandes questões passam por perceber se Obama tem a habilidade política necessária para manter essa vantagem ou se McCain é capaz de puxar um coelho da cartola e surpreeender o eleitorado.

Até esta altura, Barack, por instinto ou aconselhamento, tem sido capaz de manter a sua visão de mudança e insistir na culpa dos Republicanos por toda a crise financeira que atacou o país, conseguindo com isso reunir apoios significativos em estados com alguma predisposição para votar no partido vermelho.

McCain, depois do flop da escola Palin, não conseguiu distanciar-se de Bush o suficiente para provar ser um upgrade do actual presidente. Não fez as melhores escolhas ao nível da estratégia de campanha e perdeu grande parte do fulgor que a Convenção Republicana lhe deu.

Entre os dois candidatos, quem fizer melhor o seu papel, ganha em Novembro. Nesta altura, tudo aponta para Barack. Tem John McCain o estofo necessário para contrariar a tendência geral? A resposta a esta pergunta fica para 4 de Novembro.

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2 respostas a Here comes Barack

  1. Rui Afonso diz:

    Cada vez mais me convenço que Obama chegará a presidente. Mas é bom não esquecer as sondagens que colocavam Al Gore na presidência por larga maioria…

  2. Al Gore teve aquilo que se espera que Obama não venha a ter: falta de engenho político. Não soube aproveitar a vantagem e deixou-se levar pela corrente populista de Bush – ainda assim, teve mais votos do que Bush, mas perdeu no colégio eleitoral.

    Se Obama não se revelar num candidato empertigado que acredita já ter a campanha ganha, provavelmente vai ocupar a cadeira principal na sala oval.

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