Yes we did

Barack Obama é o novo Presidente dos EUA. O candidato democrata derrotou John McCain com 52 por cento do voto popular, que lhe deu 338 votos no Colégio Eleitoral (ainda faltam fechar 3 estados, Missouri, Indiana, e Carolina do Norte) contra os 163 conquistados pelo republicano.

Mais, esta eleição representa a primeira vez que um candidato democrata consegue mais de 50 por cento do voto popular desde Jimmy Carter, nos anos 70.

Apenas esse facto chegava para classificar como histórica a vitória de Obama, Mas, naturalmente, há muitos (e mais significativos) outros aspectos que tornam esta numa das vitórias mais importantes e significativas da história da democracia norte-americana.

Barack Obama é o primeiro negro a ser eleito presidente dos EUA. O que isso poderá representar para o futuro dos EUA e da posição dos EUA no Mundo ainda está bastante incerto. Apesar de ser um defensor do multilateralismo nas relações externas, Obama não quer abandonar o Afeganistão, admite outras atitudes contra o Irão e ainda ataques cirúrgicos no Paquistão, contra interesses da Al-Qaeda no país.

Mas, será com toda a certeza um presidente diferente de George W. Bush. Será um maior adepto do diálogo e prestará mais atenção à política interna, procurando resolver algumas das questões que mais preocupam os americanos, como a economia, a saúde e a educação.

Acima de qualquer coisa, Obama representava uma mudança. McCain, apesar de ter muito pouco a ver com Bush – não é um ignorante, tem vastos conhecimentos de política externa e tinha políticas muito claras para o país, podíamos era não concordar com elas – era o candidato Republicano, o político que ficou com o fardo de suceder a Bush, na liderança de um partido gasto, derrotado e cansado por oito anos de políticas falhadas.

A gestão Obama servirá para o Partido Republicano tirar umas férias e apresentar em 2012 um candidato mais interessante do que Bush e que reúna os melhores atributos de McCain.

Até lá, a mudança vai imperar nos EUA. A administração Obama vai ter o seu período de graça, que deverá durar os 100 primeiros dias da presidência. Depois, as pessoas vão querer ver resultados, vão querer ver medidas, vão querer ver mudança, a palavra mais repetida durante a campanha.

Barack tem um peso sobre os ombros. Estão muito altas as expectativas em relação ao futuro presidente dos EUA – se calhar, demasiado altas. Se não quiser ser responsável pelo aumento global do consumo de prozac, nem pelo aumento do número de pacientes dos psiquiatras, Obama não vai poder defraudar as expectativas dos que votaram nele e de todos aqueles que, não tendo votado, gostariam e teriam votado em Obama – se estas eleições fossem, verdadeiramente, globais.
Eu, pelo facto de ter nascido na fria e, por esta altura do ano, branquinha cidade de Framingham, no Estado do Massachusetts, pude exercer o meu direito de voto nestas eleições. E votei Obama. Espero, sinceramente, não me vir a arrepender de ter optado pela mudança.

É que, da maneira como as coisas estão, daqui a uns anos preciso mesmo que o emprego nos EUA esteja a subir, não a descer.

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