Amor à arte

Daniel Hoevels é um actor. Não conheço o suficiente da vida artística austríaca, apesar de saber que o senhor até é alemão, para dizer se é bom ou mau actor, conhecido ou apenas um aspirante a qualquer coisa.

Aquilo que passei a conhecer de Daniel Hoevels foi que ele cortou o pescoço em palco. Numa cena onde a sua personagem tenta suicidar-se, Hoevels levou mesmo a faca ao pescoço e cortou, de facto, a sua pele.

Porquê? Porque em vez de usar uma faca a brincar, deram a Daniel Hoevels uma faca que cortava a sério.

 A polícia chegou a investigar o sucedido como uma tentativa de assassinato, provavelmente por algum colega mais invejoso -talvez Hoevels seja mesmo um nome grande no teatro austríaco. No entanto, nesta altura a tese mais consensual aponta para simples negligência por parte da direcção artística responsável pela manutenção dos “artefactos” utilizados pelos actores.

O médico que o examinou e aplicou os curativos revelou que tivesse sido o corte uns centímetros mais profundo e o actor teria morrido em palco, submerso numa poça do seu próprio sangue. Isso é que seria uma forma de terminar uma carreira…

Bem, aqui (e aqui) fica mais qualquer coisa sobre a curiosa história de Daniel Hoevels:

«Try this for an Agatha Christie plotline: performing on stage inside Vienna’s Burgtheater, one of Europe’s oldest and grandest, an actor takes a knife to his throat in his character’s desperate attempt at suicide. As audience applause fills the opulent theater, blood pours from the actor’s neck. But something’s not right. Buckling and staggering his way off stage, the actor collapses to the floor. That’s because the knife, and the harm that it’s done, are both tragically real.

Unfortunately for Daniel Hoevels, a 30-year-old actor from Hamburg, those pages from a murder-mystery came to life last Saturday night during a performance at the Burgtheater of Mary Stuart, Friedrich Schiller’s play about the wretched life of Mary Queen of Scots. Rushed to the nearby Lorenz Bohler hospital having sliced through skin and fat tissue but thankfully not his main artery, Hoevels was fortunate to survive. “Just a little deeper,” said Wolfgang Lenz, a doctor who treated him, “and he would have been drowning in his own blood.”»

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