Por Braga

A promiscuidade entre futebol e política ficou bem patente com o episódio “Mesquita Machado”. O discreto autarca bracarense veio para as televisões dizer que lhe tinham ligado a meio de um almoço para dizer que, provavelmente, o Sporting de Braga seria roubado na Luz porque o árbitro nomeado era um conhecido benfiquista.

Não contente com isto, o ex-presidente da Mesa da Assembleia-Geral da FPF demitiu-se por não poder compactuar com os poderes repressivos que prejudicam semanalmente o Sporting Clube de Braga.

Não tenho a idade que tem o clube da minha terra, mas recordo-me de muitos outros episódios ao longo dos anos em que o Braga foi prejudicado pelas arbitragens. Então, por que motivo fez tanto barulho desta vez o engenheiro Mesquita? Porque desta, ao contrário das outras vezes, as eleições estão à porta. E, o voto do futebol conta muito. E, mais do que gostar do Braga, o que o Mesquita gosta é do lugar na Câmara.

Pela primeira vez desde 1974, a presidência da Câmara de Braga está aberta. Ricardo Rio tem vindo a ganhar mais apoios ano após ano. Por seu lado, Mesquita tem vindo a perder margem de manobra. Por isso o voto do futebol é tão importante. Tal como Durão conseguiu ganhar umas legistaltivas com o voto benfiquista, Mesquita quer que todos os simpatizantes (como primeiro ou segundo clube, não interessa) do Braga votem em si nas próximas legislativas. E, para conseguir esses votos demitiu-se da FPF. Vamos ver se valeu a pena.

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