No vermelho…

Ontem ficámos a saber que as SAD dos três grandes clubes nacionais estão em falência técnica. Consequência da grave crise mundial que também tem afectado o futebol.

Porém, as responsabilidades dos dirigentes não devem ser menosprezadas neste cenário. Anos a viver acima das possibilidades levaram os clubes nacionais, de uma maneira geral, a endividarem-se e a comprometerem o seu futuro. O Boavista, campeão nacional em 2001 e que actualmente vai existindo na segunda liga, é disso um fantástico exemplo.

Cada vez mais, é forçoso que a gestão dos clubes seja tão rigorosa e profissional quanto a das grandes empresas. Aliás, se a ideia é transformar os clubes em empresas estes devem aceitar e interiorizar uma gestão profissional nos seus quadros.

Se esta é uma altura em que seria “normal” os clubes apresentarem dificuldades – até o Valência e o Barcelona as têm – a verdade é que a qualidade da gestão feita não ajudou a contrariar esta situação. Nem no Sporting, onde se aperta o cinto há mais tempo do que no resto do país.

No entanto, se continuar por este caminho, o futebol em Portugal está hipotecado. E, basta pensarmos que se nem os três grandes conseguem gerar receitas para cobrir as suas despesas, o que se passará nos “Estrelas da Amadora” deste campeonato?

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