A campanha já arancou?

Desde o arranque oficial da campanha eleitoral já ouvimos falar do TGV, dos votos comprados no PSD, da licenciatura de Sócrates e do escândalo das escutas, encomendadas ou não, no Palácio de Belém.

Porém, ainda não ouvimos falar das reformas na justiça. Ainda não percebemos qual a visão dos diferentes partidos para a Segurança Social. E como propõem os partidos resolver os problemas na administração pública?

Quais são os planos para a educação? E o que pensam os líderes partidários do ensino superior, das reformas já implementadas e da alteração do código de funcionamento das universidades? Qual o papel que a investigação científica desempenha nos programas e nas prioridades dos políticos que concorrem a São Bento?

E, quais os grandes programas para a Agricultura, Defesa, Turismo e Saúde? E a economia? Quais são as grandes diferenças – TGV à parte – entre PS e PSD para o restauro da confiança na economia e do regresso aos dias de crescimento do nosso produto?

A uma semana das eleições convinha que todos os políticos respondessem a estas e a muitas outras perguntas. Para falar para o ar já chegam os quatro anos que intervalam as legislativas. Esta é a altura determinante para os partidos e para os eleitores. É a hora de escolher e distinguir programas, tomar decisões e assumir novas responsabilidades. É a hora da verdade.

Por isso, fica mais uma pergunta: quando arranca a campanha?

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5 respostas a A campanha já arancou?

  1. PR diz:

    Penso que todos esses temas já foram referidos. Pelo menos nos programas do PSD e PS (que são os que conheço melhor) há propostas detalhadas em relação à economia, saúde, segurança social, ciência e tecnologia, turismo e administração pública.

    • Os programas eleitorais são coisas muito engraçadas mas que não chegam ao espaço de debate público. Também li alguns e até posso dizer que o do BE tem toda uma secção sobre rodeos. Mas, não é sobre isso que quer queria falar. A minha dúvida tem a ver com o seguinte: terão os políticos aproveitado os debates, a campanha, as entrevistas e todo o tipo de conversas e discussões no espaço público para debater e colocar em cima da mesa as questões que realmente importam?

      Porque, caso contrário, o grosso da população vota naquele que mandou o melhor bitaite. Não vota por conhecer melhor o programa de uns ou de outros. E a ideia da campanha deveria ser explicar, como se todos fôssemos crianças de dez anos, o que os partidos vão fazer quando chegarem ao poder. E em quinze dias há tempo para falar sobre muito mais do que do assessor do PR.

  2. PR diz:

    Penso que nos debates eles fizeram isso bem. Mas é óbvio que em meia hora não há tempo para explicar as dezenas de medidinhas que se querem implementar, pelo que há que fazer uma triagem e escolher algumas frases chave que representem o essencial da ideia geral que norteia o programa.

    Já agora, pessoalmente tendo a acreditar que a fraca qualidade do debate não é por causa do desprezo dos candidatos mas devido à boçalidade do eleitor. Quem delira ao ver o Louçã pedir nacionalizações, o Sócrates a defender o Magalhães e o Portas a dizer que o RSI é para preguiçosos tem os políticos que merece.

  3. Desculpa-me que discorde de ti. Os debates, pelo menos neste novo formato, informaram muito pouco. Não foram reveladores nem permitiram o esclarecimento de dúvidas sobre as propostas dos partidos.

    Em relação à fraca qualidade do debate, há também uma outra forma de fazer a análise. A causa da pobreza da discussão pública pode não ser a “boçalidade” do eleitor mas antes a incompetência e impreparação dos políticos.

    E, em abono da verdade, não vejo por aí rios de malta a delirar com o Magalhães.

  4. PR diz:

    Phillipe, não faz mal nenhum discordar. Eu prefiro uma divergência informada do que um consenso bovino🙂

    Quanto a essa tese, penso que não tem sustentação. Se o nível do povo fosse melhor, haveria políticos capazes de arregimentar esses votos. Mas o que vemos é que é a imbecilidade que dá deputados.

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