Agora, até a RTP vale lixo

Chegamos ao momento em que o pedido de ajuda não deve continuar a ser apenas discutido, mas sim accionado. Não interessa se o país é capaz de resolver os seus problemas sozinho. Nesta altura poucos são os que acreditam nisso e, mais importante, as agências de notação já não têm qualquer fé em Portugal.

Parece ser inútil discutir a valia e a fiabilidade das agências no actual contexto. Depois da República e dos bancos, hoje foi a vez de empresas ligadas ao Estado terem visto o seu rating descer para “junk”, ou seja, lixo.

O Governo pode desmentir que esteja a negociar um resgate europeu, a oposição pode continuar a dizer que está a estudar alternativas e a preparar programas de governo. O país precisa de respostas urgentes e imediatas como de pão para a boca. Em causa está o financiamento dos cidadãos e das empresas.

O director-geral do FMI já disse que o grande problema português é o financiamento dos bancos e a dívida privada. Com isto torna-se ainda mais importante que o Estado dê claros sinais de que está a tomar as decisões mais correctas para corrigir este problema e que o Parlamento que vier a sair das próximas eleições entenda isto mesmo e coloque os interesses partidários de parte e olhe para os superiores interesses do país.

Está na hora de os políticos deixarem de olhar apenas para o seu quintal e alargarem os seus horizontes. Portugal precisa de estadistas, não de oportunistas.

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