Wanted Dead. Not alive.

O fugitivo mais procurado do Mundo foi encontrado. Escondido numa luxuosa mansão nos arredores de Islamabad, a capital do Paquistão, o líder e fundador da Al-Qaeda Osama Bin-Laden foi assassinado por uma equipa composta por um número reduzido de militares e operacionais norte-americanos.

Quase a completar uma década sobre os ataques às Torres Gémeas em Nova Iorque, os EUA finalmente apanharam o cabecilha da organização que tem vindo a desmantelar desde as invasões do Afeganistão e do Iraque.

Acaba por ser um feito mais simbólico do que outra coisa. A verdade é que a Al-Qaeda já estava há muito a passar por dificuldades e vários foram os membros da organização que nos últimos anos foram capturados pelas autoridades ou, simplesmente, abandonaram a organização por terem deixado de concordar com as estratégia e o rumo seguido pelo topo da estrutura do grupo terrorista.

Mas também porque nos últimos anos têm aparecido várias pequenas Al-Qaedas, eventualmente mais perigosas que a original pois aparentam ser ainda mais radicais e extremistas.

Mas se o seu poder absoluto nos dias de hoje poderia ser bastante reduzido, não deixa de ser verdade que Bin Laden continuava a ser um importante símbolo para aqueles que acreditam que o Ocidente é o temível opressor e eles os defensores da palavra e vontade de Deus. A sua decisão de atacar os Estados Unidos onde poderia causar mais estragos (para lá das Torres Gémeas em Nova Iorque, o plano inicial previa a destruição do Pentágono, da Casa Branca e da casa de férias do presidente em Camp David) incentivou e encorajou vários extremistas muçulmanos a juntarem-se à derradeira jihad.

Portanto, o simbolismo neste caso é bastante importante e faz toda a diferença. Derrubar o líder é sempre vital para vencer qualquer confronto bélico. A questão agora passa por perceber se as forças que se opõem ao terrorismo se vão deixar levar pela euforia do momento e entrar num estado de certa complacência ou se irão aproveitar este momento de eventual desorganização da Al-Qaeda para desferir ainda mais golpes cirúrgicos e fatais ao terrorismo no mundo islâmico.

Os próximos meses e as próximas etapas serão vitais para perceber as consequências deste feito. Será interessante olhar para a presença militar norte-americana no Afeganistão e no Iraque e ver se existe alguma alteração no paradigma, e eventuais movimentos na Síria, Irão e, claro, no Paquistão.

Em 2001, o então Presidente dos EUA George W. Bush disse que Osama Bin Laden era procurado “morto ou vivo”. Fazendo fé nas declarações de um responsável da Casa Branca, o plano ontem nunca foi o de capturar Bin Laden vivo. O líder da Al-Qaeda tinha de morrer ontem. Veremos se morto Bin Laden ainda poderá provocar tantos ou mais estragos que vivo.

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